terça-feira, 3 de abril de 2012

Pelo centenário de nascimento do mais popular ator, diretor, produtor e roteirista de toda a história do Cinema Brasileiro, o Cineclube Araucária homenageia Amácio Mazzaropi

O Cineclube Araucária continua em festa depois de comemorar um ano de existência no mês de março, agora por conta do centenário de nascimento do mais popular ator, diretor, produtor e roteirista de toda a história do Cinema Brasileiro. Por isso dedica toda a sua programação do mês de abril de 2012 para homenagear essa grande figura.
 
Amácio Mazzaropi nasceu no bairro da Barra Funda em São Paulo, SP, no dia 09 de abril de 1912. Ainda criança mudou-se com os pais para Taubaté. Aos dezesseis anos fugiu de casa para ser assistente do faquir Ferri. Em 1940, montou o Circo Teatro Mazzaropi e criou a Companhia Teatro de Emergência. Em 1948 foi contratado pela Rádio Tupi de São Paulo, onde estreou o programa Rancho Alegre. No início da década de 50, nos primórdios da televisão no Brasil, foi convidado a apresentar o Rancho Alegre na TV Tupi. Impressionado com o sucesso do programa e do tipo criado pelo ator, Abílio Pereira de Almeida, então produtor e diretor da Vera Cruz, convidou para protagonizar seu novo filme na Cia Vera Cruz. Assim Mazzaropi estreou no cinema em SAI DA FRENTE, de Abílio Pareira de Almeida, em 1952. O sucesso popular foi tamanho que, dali em diante, Mazzaropi acabou se dedicando exclusivamente ao cinema. Participou de oito filmes como ator contratado e, em 1958, fundou a Pam Filmes - Produções Amacio Mazzaropi. A partir daí, passou a produzir e dirigir seus filmes, sendo sua primeira produção CHOFER DE PRAÇA. Com o filme pronto, faltava dinheiro para fazer as cópias. Mazzaropi não titubeou. Saiu pelo interior fazendo shows conseguindo assim arrecadar o dinheiro para as cópias. O pano de fundo de quase todos os seus filmes é sempre uma fazenda, primeiro emprestada e depois a sua própria, chamada Fazenda da Santa, onde montou os seus estúdios. Ali teve sua mais fértil fase e produziu seus melhores filmes como TRISTEZA DO JECA (61) e MEU JAPÃO BRASILEIRO (64). Com o tipo "JECA", o caipira de fala arrastada, tímido, mas cheio de malícia, arrastou multidões aos cinemas. Lançou um filme por ano, sempre em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, no cine Art-Palácio, pois o dono do cinema foi quem mais o apoiou no início da sua carreira de produtor. No início dos anos 70 construiu novos estúdios e um hotel, também em Taubaté. Mazzaropi nos deixou órfãos da sua alegria no dia 13 de junho de 1981, aos 69 anos de idade, vítima de câncer na medula, logo após iniciar sua 33ª produção, JECA E A MARIA TROMBA HOMEM. Mas, os 32 filmes em que atuou estão todos aí, prontos para fazer divertir muitas gerações de admiradores do seu trabalho sincero.
FILMOGRAFIA
1952 - SAI DA FRENTE; 1953 - NADANDO EM DINHEIRO; 1954 - CANDINHO; 1955 - A CARROCINHA; 1956 - GATO DE MADAME; FUZILEIRO DO AMOR; 1957 - O NOIVO DA GIRAFA; 1958 - CHICO FUMAÇA; CHOFER DE PRAÇA; 1959 - JECA TATU; 1960 - ZÉ DO PERIQUITO; AS AVENTURAS DE PEDRO MALASARTES; 1961 - TRISTEZA DO JECA; 1962 - O VENDEDOR DE LINGUIÇA; 1963 - CASINHA PEQUENINA; O LAMPARINA; 1964 - MEU JAPÃO BRASILEIRO; 1965 - O PURITANO DA RUA AUGUSTA; 1966 - O CORINTIANO; 1967 - O JECA E A FREIRA; 1968 - NO PARAÍSO DAS SOLTEIRONAS; 1969 - UMA PISTOLA PARA DJECA; 1970 - BETÃO RONCA FERRO; 1971 - UM CAIPIRA EM BARILOCHE; O GRANDE XERIFE; 1973 - PORTUGAL…MINHA SAUDADE; 1974 - JECA MACUMBEIRO; 1975 - JECA CONTRA O CAPETA; 1977 - JECÃO…UM FOFOQUEIRO NO CÉU; 1978 - JECA E SEU FILHO PRETO; 1979 - A BANDA DAS VELHAS VIRGENS; 1980 - JECA E A ÉGUA MILAGROSA.
Homenagem do programa do Ratinho ao Mazzaropi

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