segunda-feira, 16 de março de 2015

OS PIONEIROS DA SÉTIMA ARTE EM DESTAQUE NO MÊS DE MARÇO

Na seqüência da programação indicada no projeto Cineclube Araucária - O Poder do Cinema em Campos do Jordão, a ser realizado ao longo de 2015 em Campos do Jordão, com recursos do Programa de Ação Cultural - ProAC - da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, a Associação de Amigos de Campos do Jordão - AMECampos, a Oficina de Artes Rosina Pagan e a Escola Estadual de Vila Albertina, o Cineclube Araucária traz para a tela do Espaço Cultural Dr. Além neste mês de março uma história Mostra cujo foco são as primeiras investidas dos pioneiros da Sétima Arte na França, nos Estados Unidos e no Brasil. Trata-se da segunda Mostra elencada no projeto financiado através do Edital 22/2014 do ProAC que tem por objetivo o desenvolvimento de ações de fomento na área da difusão e produção audiovisual no estado de São Paulo. Para os realizadores do projeto, esta Mostra se dirige a todos os interessados em entender o processo de criação e realização dos primeiros registros de imagens em movimento e a utilização dessa descoberta no desenvolvimento de uma nova arte de contar histórias e registrar acontecimentos. A Mostra Pioneiros do Cinema acontece de 19 a 22 de março no Espaço Cultural Dr. Além, situado na Av. Januário Miráglia, 1582 - Abernéssia, de acordo com a seguinte programação:





19/03 – 19h30 – PRIMEIRA SESSÃO DE CINEMA: OS IRMÃOS LUMIÈRE & GEROGES MÉLIÈS
França – 1894 / 1906 – Livre

Se os irmãos Louis e Auguste Lumière levam o crédito de pais do cinema, Georges Méliès é reconhecido como o pai dos efeitos especiais. Contemporâneos, eles tinham visões diferentes do cinematógrafo. Os primeiros registros de imagem em movimento realizados pelos irmãos Lumière são o que hoje poderíamos chamar de documentários: a captação dos fatos no momento em que ocorrem. Embora se diga que eles defendiam o uso do cinematógrafo apenas para fins científicos, a primeira sessão de cinema no Grand Café em Paris no dia 28 de dezembro de 1895 já atestava a sua finalidade como forma de entretenimento. A partir daquele momento, o cinema viria a ter pelo menos duas finalidades: ciência e arte. Se os irmãos Lumière já haviam se encarregado da primeira, é a George Méliès que devemos a propagação da segunda. Presente na primeira exibição do cinematógrafo, Méliès daria outros fins à invenção. Vindo do teatro, Méliès era um mágico que viu na câmera a possibilidade de construir sonhos jamais imaginados. Responsável por introduzir no cinema vários efeitos especiais básicos, foi o responsável pela criação dos gêneros fantasia, comédia e ficção científica na sétima arte. De fato a sua “Viagem à Lua” de 1902 é o primeiro filme de ficção científica da história do cinema.



20/03 – 19h30 – INTOLERÂNCIA, de D. W. Griffith
Estados Unidos – 1916 – 12 Anos
De acordo com a maioria dos críticos, David Wark Griffith foi o criador da moderna “linguagem cinematográfica”. Fundador da United Artists juntamente com Charles Chaplin e Mary Pickford, Griffith produziu e dirigiu mais de 300 filmes. Um deles é considerado o mais importante filme já produzidos em Hollywood. “Intolerância” é uma fantástica experiência na arte de contar histórias através do cinema, intercalando passagens de quatro histórias paralelas ocorridas em diferentes momentos da história da humanidade: a queda da Babilônia, a crucificação de Jesus, o massacre da noite de São Bartolomeu e as lutas modernas entre capital e trabalho. Tudo no filme é de uma grandiosidade raramente vista em mais de um século de cinema, desde a quantidade de figurantes até a suntuosidade de cenários e figurinos, sem contar as técnicas avançadas de iluminação e enquadramento das imagens. Uma oportunidade imperdível para todos os que se interessam pela história da produção cinematográfica universal.



21/03 – 19h30 – GANGA BRUTA, de Humberto Mauro
Brasil – 1933 – 14 Anos
Produzido por Adhemar Gonzaga para a recém criada Cinédia, Ganga Bruta de Humberto Mauro marca a passagem do cinema mudo para o cinema falado no Brasil.
Na noite de núpcias, homem descobre que sua mulher não era virgem e, enfurecido, a mata. Depois, enriquece e se apaixona por uma jovem do interior. O filme traça um retrato da vida brasileira nos anos de 1930, com sua violência urbana e repressão sexual. Por causa do tema polêmico, a crítica da época chegou não foi nem um pouco condescendente com o filme. Relegado ao esquecimento, foi recuperado em 1952 para a 1ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro, que o consagraria como a obra-prima de Humberto Mauro. Anos depois, em sua Revisão Crítica do Cinema Brasileiro, Glauber Rocha o consideraria "um dos vinte maiores filmes de todos os tempos" e atribuiria a Humberto Mauro o título de "pai do cinema brasileiro".



22/03 – 15h00 – O SACI, de Rodolfo Nanni
Brasil – 1951 – Livre
A turma do Sítio do Picapau Amarelo vai para o mato à procura do Saci. Com este filme, Rodolfo Nanni ficou com o mérito de ter feito a primeira produção infantil importante do cinema brasileiro. Além disso, esta é a primeira adaptação para o cinema da obra de Monteiro Lobato, que, por sua vez, se inspirou na lenda do Saci-Pererê. O diretor teve uma excelente equipe para essa empreitada: fotografia de Ruy Santos, música de Cláudio Santoro e, o jovem Nelson Pereira dos Santos, como assistente de direção. 



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