terça-feira, 8 de maio de 2018

CINECLUBE PRESTA HOMENAGEM A NELSON PEREIRA DOS SANTOS

No dia 21 deste mês de abril de 2018, o universo da Sétima Arte amanheceu muito triste. Nelson Pereira dos Santos acabara de deixar ainda mais órfãos todos os amantes da arte de contar histórias através de imagens. Desde Juventude (primeiro curta metragem), de 1949 e Rio 40 Graus (primeiro longa), de 1953, até A Luz do Tom, de 2012, foram quase trinta filmes, incluindo verdadeiras obras primas como Vidas Secas (1963) e Memórias de Cárcere (1984), ambas adaptações de histórias criadas por Graciliano Ramos, além de Boca de Ouro (1962), O Amuleto de Ogum (1974), Como Era Gostoso o Meu Francês (1971), Tenda dos Milagres (1977), Jubiabá (1987), A Terceira Margem do Rio (1994), Casa Grande e Senzala (2000), Brasília 18% (2006) e A Música Segundo Tom Jobim (2012), aclamados pela mídia e pelo publico de todo o Mundo e merecedores de prêmios nos mais importantes festivais de cinema do Planeta, contribuindo para que o Brasil conquistasse definitivamente lugar de destaque na história do Cinema Mundial. Reconhecido como um mestre por Glauber Rocha e pela maioria dos grandes nomes do cinema nacional, Nelson foi o mentor do que se convencionou chamar de Cinema Novo no Brasil e o primeiro cineasta a pertencer à Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira que tem Castro Alves como patrono. Por essas e outras muitas razões, o Cineclube Araucária decidiu prestar homenagem a Nelson Pereira dos Santos programando para o período de 17 a 20 de maio, no antigo Cine Glória de Campos do Jordão (atual Espaço Cultural Dr. Além), a exibição de algumas das suas mais emblemáticas realizações, incluindo o primeiro longa metragem infantil produzido no Brasil, O Saci (1953), baseado na obra de Monteiro Lobato, no qual Nelson Pereira dos Santos foi assistente de direção de Rodolfo Nani. Aguardem e preparem os seus corações para uma avalanche de emoções.

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