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sábado, 28 de março de 2026
A NOITE DE ALAÍDE NO 28º FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO EM PARIS
Olha aí pessoal, a nossa querida Alaide Costa marcando presença no 28° Festival du Cinéma Brésilien de Paris, presencialmente no Cinema L'Arlequin (Rue de Rennes) e no palco do Théatre de l'Aliance Française (Bld. Raspail), e também no telāo do L'Arlequin no longa de Liliane Mutti, La Nuit d'Alaíde. Bora lá, prestigiar mais essa vitória da nossa querida Lalá. Viva e muitos vivas ao Cinema Nosso, cada vez mais reconhecido como um dos grandes de todo o Mundo!
O SEMANAL COMEMORA 15 ANOS DO CINECLUBE ARAUCÁRIA DE CAMPOS DO JORDÃO
Hoje o Cineclube Araucária de Campos do Jordão completa 15 anos de existência e funcionamento ininterrupto. Viva o Cinema Nosso! E pra celebrar essa data querida, nosso Maestro, Mestre Mauro Amorim, preparou uma edição especial do Semanal, com destaque para momentos que marcaram esse bom tempo de muitas descobertas, muitas realizações e grande aprendizado para quem se interessa por essa super aventura cinematográfica que não é apenas trazer o Cinema de Volta para Campos do Jordão, mas também levar o nosso Cinema para muitas outras partes do Mundo. Obrigado a todas e todos cineclubistas que embarcam conosco nesta viagem encantada e vida longa ao Cineclube Araucária de Campos do Jordāo! Segue valendo, galera!
Registro do Mestre Mauro Amorim e do Zé Carlos Faria no momento 'derruba' deflagrado pelo Paulo Gomes, para o encontro de ontem no programa Cineclube Online do Cineclube Araucária de Campos do Jordão que, além de festejar o sexto aniversário do programa, também comemora os seus 15 anos de existência! E para marcar essa data, o Cineclube, que segue descobrindo a filmografia da grande cineasta húngara Márta Mészáros, em breve também festejando os seus 95 anos de vida e mais de setenta dedicados ao Cinema, baseado na proposta da nossa querida amiga Carolina Cássia de Campos dos Goytacazes (ES), lança um desafio a todos os nossos parceiros Araucarianos: montar um caderno contendo 'Cartas de Amor a Márta Mészáros' e, quem sabe, fazê-lo chegar às māos da artista em Budapeste. Topam? Bora lá entāo, tomar da pena e colocar no papel as mal traçadas linhas que declararāo o nosso amor e gratidão à essa mulher incrível cujo pensamento segue reverberando especialmente no coração, na mente e na alma feminina em todos os territórios do Planeta. Voltemos, portanto, ao tema na próxima semana, quando mais um grande filme realizado por essa pioneira do cinema húngaro estará no centro do nosso bate-papo. Valeu, galera!
15 ANOS DO CINECLUBE ARAUÁRIA DE CAMPOS DO JORDÃO, por Benilson Toniolo para o Guia Campos
Naquele tempo, o antigo cinema já mantinha uma agenda movimentada de eventos. Palestras, espetáculos de dança, música e teatro, encontros de idosos e outras ações agitavam o espaço, reconhecido como um dos principais polos culturais do município. Construído em 1942 para ser o Cine Glória, o prédio — central e de arquitetura característica da época da inauguração — sempre foi referência histórica e símbolo da identidade local.
O problema era a tela.
Em 2015, um edital do Governo do Estado voltado ao audiovisual contemplou iniciativas geradas no seio da sociedade civil. Entre os premiados, o Cineclube Araucária, de Campos do Jordão. Com o recurso em mãos, a entidade procurou a Prefeitura e apresentou uma proposta incomum: investir parte do prêmio recebido na melhoria do próprio Espaço Cultural.
Assim foi feito. Graças a essa iniciativa, a antiga tela deu lugar a um equipamento moderno, eletrônico, acionado por controle remoto. Um novo projetor digital também foi adquirido. No andar superior, com assessoria da arquiteta Fabiana Muniz, foram implantados o Memorial do Cine Glória e a Biblioteca de Cinema. O espaço reformado passou a se chamar Complexo Cultural Edmundo Ferreira da Rocha, em homenagem ao célebre historiador jordanense.
Ao longo de quinze anos, o Cineclube Araucária fez muito mais do que “trazer de volta o cinema” à cidade, como dizia seu antigo slogan. Desde 2011, a entidade promove oficinas para crianças, jovens, adultos e idosos, além de exposições, mostras e encontros.
As mostras marcaram época: cinema indiano, chinês, iraniano, japonês, latino-americano, do Leste Europeu, documentários brasileiros, clássicos italianos, animações e sessões infantis — sempre gratuitas e abertas ao público – mais do que movimentaram a agenda cultural: essas iniciativas consolidaram uma presença contínua da sétima arte no coração da histórica Vila Abernéssia.
Ainda em 2015, já com nova estrutura, o Cineclube realizou a primeira edição do Festival Curta Campos do Jordão. De lá para cá, o evento cresceu, ganhou projeção nacional e passou a inserir o nome da cidade no circuito dos festivais cinematográficos brasileiros.
O impacto também se refletiu na produção local. Estimulados pelas oficinas e com acompanhamento e orientação do Cineclube, moradores passaram a produzir seus próprios filmes. Títulos como “Grão”, “Pedro e o Livro”, “Dias de Glória”, “A Redenção de Lúcio” e “Apenas Mais uma Consulta”, entre outros, circularam pelo Espaço Cultural e por festivais em diversas regiões do país.
Ao longo dos anos, o evento homenageou nomes importantes da cultura brasileira, como Clarice Abujamra, Alaíde Costa, Helena Ignez, Lucélia Santos e Jeferson De. Artistas que fizeram — e seguem fazendo — da arte seu caminho e destinação estiveram em Campos do Jordão para compartilhar experiências e fortalecer vínculos, abraçando colegas e público.
Muita coisa mudou nesse período. O Espaço Cultural foi reformado e modernizado. As políticas públicas de incentivo fortaleceram o festival. Crianças que assistiram às primeiras sessões cresceram. Algumas pessoas que participaram dessa trajetória já não estão mais aqui. A adorável sede da Ame Campos na Doutor Reid, que abrigou tantas sessões do Cine Garagem, também não existe mais. A cidade também se transformou.
O que permanece é a dedicação de seus idealizadores, como Cervantes Souto Sobrinho e Paulo Gomes, que seguem acreditando no cinema como instrumento de formação, identidade e transformação.
Porque Cinema é Arte. É Cultura. E Cultura é o principal alicerce para a construção da identidade de um povo. E o Cineclube sabe disso como ninguém.
Longa vida, pois, ao Cineclube Araucária de Campos do Jordão, mas também do mundo e, principalmente, do Brasil.
Longa vida a todos os que trabalham pelo cinema — essa generosa moviola geradora de sonhos.





