terça-feira, 28 de junho de 2016

EM JULHO CAMPOS DO JORDÃO CELEBRA O CINEMA E A MÚSICA

Exposição O Cinema Ilustrado – A Oitava Arte

A partir do dia 1º de julho, na sede da Associação dos Amigos de Campos do Jordão – AMECampos, uma exposição de cartazes produzidos por ilustradores cuja arte se destina à divulgação de obras cinematográficas é a fórmula encontrada pelo Cineclube Araucária para  homenagear artistas quase anônimo aos olhos do grande público apreciador da dita Sétima Arte, mas que, durante boa parte das suas vidas, dedicaram-se à tarefa de transferir para o papel  a expressão dos personagens e a essência das histórias criadas para as telas, com o objetivo de torna-las mais atrativas. Muitos, de fato, permaneceram anônimos, ainda que realizassem um trabalho de excelente qualidade técnica e artística. Outros entraram para a história como cartazistas de cinema. E há ainda aqueles que, mesmo já tendo alcançado reconhecimento em outras áreas como a arquitetura e a pintura, se aventuraram com grande êxito na nobre tarefa da comunicação visual para a divulgação de filmes do cinema nacional, especialmente na fase do Cinema Novo de Glauber, Sganzerla, Nelson, Joaquim Pedro e Ruy Guerra. No entanto, o registro desse trabalho começa exatamente no momento em que o Cinema teve as suas primeiras sessões públicas, no final do século XIX, quando, em Paris, os irmãos Charles e Émile Pathé já se preparavam para administrar o primeiro império do cinema europeu: a Maison Pathé, ainda que o seu único produto comercial fossem os filmes produzidos pelos irmãos Lumière. Pois foi nessas condições que os irmãos Pathé contrataram um pequeno ateliê de desenhos publicitários localizado no bairro de Montmartre, reduto de artistas do porte de Toulouse-Lautrec, Alphonse Micha e Jules Chéret, conhecido como Les Affiches Faria, mantido por um tal Cândido Faria, brasileiro nascido no estado de Sergipe e que se estabelecera em Paris com a pretensão de se tornar ilustrador dos cartazes de famosas casas de espetáculos naquela época. Foi, portanto, o brasileiro Cândido de Faria, cujo trabalho está representado na exposição do Cineclube na AMECampos, o precursor, para não dizer o primeiro artista a se dedicar exclusivamente à criação de cartazes para o Cinema. Mais de um século depois, esse tipo de arte ainda é o instrumento mais eficaz na divulgação da produção cinematográfica mundial. Coincidência, ou mero capricho do destino, do mesmo modo como, nessa área, os primeiros passos foram dados por um artista brasileiro, hoje outro brasileiro da Bahia, chamado Claudio Marcelo Reis se destaca no mesmo segmento das artes visuais, criando, para todo o mundo, o material de divulgação das produções dos estúdios Disney e Pixar.
Aos artistas ilustradores, muito pouco ou quase nada reconhecidos pelo público cinéfilo, uma vez que raramente as assinaturas são gravadas nas suas obras, o Cineclube Araucária presta homenagem através dessa exposição. Ilustradores do Brasil sintam-se, portanto, abraçados através da mostra que fazemos do trabalho de Cândido Faria, Jayme Cortez, Rogério Duarte, José Luiz Benício, Fernando Pimenta, Jair de Souza, Claudio Marcelo Reis, Alê Abreu, Calazans Neto, Ziraldo, Carybé e Lina Bo Bardi.
A abertura da Exposição será no dia 1º de julho às 19h30, na sede da AMECampos, Rua Dr. Reid nº 68 – Abernéssia, com a exibição do filme Terra em Transe, de Galuber Rocha, com entrada franca. A exposição permanecerá aberta à visitação pública, de segunda a sexta, das 10 às 18 horas, até o dia 29 de julho.









6º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão








































Entre os dias 21 e 24 de julho, também na sede da Associação dos Amigos de Campos do Jordão – AMECampos – o Cineclube Araucária realiza a sexta edição do Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão, um evento no qual as projeções de cinema são acompanhadas da música executada ao vivo, por grandes artistas brasileiros. O 6º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão terá a seguinte programação:

Dia 21/07 (quinta) às 19h30 – FESTIVAL CARLITOS, de Charles Chaplin, com trilha sonora ao vivo pelo pianista NEWTON ZAGO.
Dia 22/07 (sexta) às 19h30 – METRÓPOLIS, de Fritz Lang, com trilha sonora ao vivo pelo pianista AIRTON SILVA.
Dia 23/07 (sábado) às 19h30 – UM HOMEM DE MORAL, de Ricardo Dias, com prólogo musical pela cantora MARIA MARTHA.
Dia 24/07 (domingo) às 18h00 – TRÊS CURTAS DE BUSTER KEATON, de R. Arbuckle, Eddie Cline e Buster Keaton, com trilha sonora pela pianista SANDRA TONIN.



MOSTRA MESTRES DA MÚSICA NO ESPAÇO CULTURAL DR. ALÉM - 25 a 31 DE JULHO

Desde que, há quase cinquenta anos, Campos do Jordão passou a sediar o maior evento artístico-pedagógico no âmbito da música erudita na América Latina, a Cidade, em meio a uma natureza exuberante, passou a respirar e transpirar música da mais requintada qualidade, especialmente no período em que acontece o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Lincado com todas as manifestações artísticas, educacionais e sociais que acontecem na região da Mantiqueira, o Cineclube Araucária, também, desde a sua criação em 2011, realiza eventos diretamente relacionados à história da criação musical de grandes compositores. O Encontro Cinemúsica que festeja a sua sexta edição em 2016 é apenas um bom exemplo. Desde 2013, o programa do Cinemúsica inclui a projeção de filmes com acompanhamento musical simultâneo, ou seja, com trilha sonora executada ao vivo. A parceria estabelecida entre o Cineclube Araucária e a Associação dos Amigos de Campos do Jordão permitiu que esse trabalho fosse realizado em alto estilo, pela possibilidade de utilização do piano Gran Concerto disponível na sede da AMECampos, local onde tem lugar a programação do Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão. Neste ano, na sequência do Cinemúsica, o Cineclube Araucária amplia a sua programação de cinema musical, com a Mostra Mestres da Música que acontecerá no Espaço Cultural Dr. Além de 25 a 31 de julho. Os filmes eleitos para compor a Mostra contam a vida de alguns dos verdadeiros e grandes mestres como: Frédéric Chopin, Niccolò Paganini, Wolfgang Amadeus Mozart, Heitor Villa-Lobos, Piotr Tchaikovsky, Ludwig Van Beethoven e Maria Callas, além de apresentar aos pequenos a música de Richard Wagner na animação de Ralph Bakshi, O Senhor dos Anéis. Quem quiser mais detalhes sobre toda essa programação do Cineclube Araucária é só consultar em www.cineclubearaucaria.org ou ainda pelo facebook e ficar por dentro os títulos a serem exibidos, seus diretores, datas e horários, além da classificação indicativa de cada filme. O projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão é realizado com o apoio do Programa de Ação Cultural do estado de São Paulo – ProAC, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e a AMECampos. Todos os eventos da programação do Cineclube Araucária têm entrada grátis.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

BANG BANG NA TELA DO CINECLUBE EM JUNHO

Com seus primeiros filmes lançados na virada do século XIX para o século XX, o Western, rebatizado no Brasil como Bang Bang, tem vital importância na evolução do Cinema como arte. Além de ser um dos primeiros gêneros narrativos da história, os índios, bandidos e mocinhos do oeste americano deram uma imensa contribuição para a popularização do cinema em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, aqueles que tem mais de trinta anos, certamente vibraram, nas tardes de domingo, com as investidas de John Wayne, John Ford, Randolph Scott, Glenn Ford, William Holden, Ben Johnson, e mais recentemente, Paul Newman, Robert Redford, Clint Eastwood e Javier Bardem fazendo justiça com o rifle em punho, ou com as próprias mãos, contra todo tipo de bandidagem no velho e no novo oeste. Mas, a escola criada pelos americanos especializados no gênero, foi muito além das próprias fronteiras. Tamanho sucesso não se limitou apenas ao público: sua influência sobre a cinematografia de outros países pode ser observada em filmes de samurais japoneses, cangaceiros brasileiros, produções indianas, russas, mexicanas e australianas, além das imitações em países como a Alemanha e a Itália, que desenvolveu a mais popular e bem sucedida de todas as versões, o Western Spaghetti. 
A nossa homenagem ao mais puro estilo faroeste de cinema procurou contemplar justamente essa diversidade de linguagem, indo buscar o melhor da produção bang bang, no México, na Itália, na Austrália e, evidentemente, na sua terra de origem. Para matar as saudades de um tempo ainda muito presente nas lembranças dos mais vividos, ou para descobrir o fascínio desse mesmo universo pelos mais jovens, todos estão convidados a compartilhar conosco essa avalanche de emoções que sairá da tela do Espaço Cultural Dr. Além (antigo Cine Glória de Campos do Jordão) a partir desta quinta feira (16/06) até domingo (19/06). A Mostra No Mundo do Bang Bang faz parte da programação do projeto O Cinema de Volta a Campos do Jordão, realizado pelo Cineclube Araucária em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e a Associação dos Amigos de Campos do Jordão – AMECampos. Verifique os horários e a classificação indicativa de cada filme e compareça trazendo a família, os amigos e os vizinhos. Todos serão bem vindos e a entrada é grátis. E no domingo à tarde ainda tem a sessão bang bang em animação para as crianças. Venha!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

CONCLUÍDA COM SUCESSO A PRIMEIRA ETAPA DA OFICINA DE CINEMA 2016

Última tomada na primeira etapa da Oficina de Cinema 2016 do Cineclube Araucária, ontem no antigo Cine Glória de Campos do Jordão. A partir de hoje, novas imagens serão criadas para compor as produções que concorrerão, em dezembro deste ano, aos Araucárias de melhor curta de ficção, melhor documentário e melhor animação, no 2º Festival Curta Campos do Jordão. Parabéns a todos pela criatividade e competência com que desenvolveram as suas ideias e bom trabalho na construção dos filmes! Continuaremos em contato on line e voltaremos a nos encontrar no dia 30 de outubro, com os nossos professores Cristiane Arenas, Jeferson De e Rafael Ervolino, no Espaço Cultural, para iniciarmos o processo de edição e finalização dos Curtas. Mãos à obra e bom filme a todos!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

CINEMA CHINÊS E BANG BANG ESTÃO NA TELA DO CINECLUBE EM JUNHO

Em junho, o projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão, realizado com o apoio do ProAC, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e a AMECampos, reverencia a estética do cinema chinês e também um dos estilos mais apreciados no século XX, o western, com duas mostras no Espaço Cultural Dr. Além (antigo Cine Glória de Campos do Jordão), com ingressos grátis em todas as sessões.

O Panorama do Cinema Chinês acontece entre os dias 2 e 5 de junho e busca evidenciar a diversidade de temas tratados por essa cinematografia recém-descoberta mundialmente. As obras selecionadas são Em Busca da Vida (de Jia Zhang-Ke), Flores do Amanhã (de Yang Zhang), Separados pelo Destino (de Xiaogang Feng) e O Sacrifício (de Kaige Chen).

Já os inesquecíveis filmes de cowboys serão exibidos entre os dias 16 e 19 de junho. A mostra No Mundo do Bang Bang é formada pelos clássicos Butch Cassidy (de George Roy Hill), El Topo (de Alejandro Judorowsky), Por Um Punhado de Dólares (de Sergio Leone) e A Proposta (de John Hillcoat).


O Cineclube Araucária também promove matinês, aos domingos, com obras especialmente selecionadas para a garotada. Em junho, a programação segue as temáticas das mostras acima. No dia 5/6, excepcionalmente às 10 horas da manhã, será exibida a animação Mulan, de Barry Cook e Tony Bancroft, baseada em uma emocionante lenda chinesa, e no dia 19/6, no horário normal das 15 horas, é a vez de Nem que a Vaca Tussa, de Will Finn e John Sanford.

Outro destaque são as sessões especiais para escolas municipais, neste mês com o tema Meio Ambiente: Procurando Nemo, de Andrew Stanton e Os Sem-Floresta, de Tim Johnson e Karey Kirkpatrick, respectivamente, nos dias 2 e 3/6, de manhã e à tarde.

O projeto Cineclube Araucária - O Cinema de Volta a Campos do Jordão acontece com o apoio do ProAC (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) e parcerias com a Secretaria Municipal de Cultura e AMECampos (Associação dos Amigos de Campos do Jordão). Iniciado em fevereiro, prevê, até novembro, a realização de 20 mostras de cinema. A cada mês, até novembro, além das tradicionais mostras temáticas, um país terá a sua filmografia exibida para o público jordanense, entre eles: Turquia, Brasil, França, Canadá, China, continente africano e, os já contemplados, Polônia, Irã, Índia e Argentina.

A programação de 2016 inclui também uma série de Palestras e Seminários, visando à formação profissional de novos cineastas, com produção de curtas-metragens que serão o foco da segunda edição do Festival Curta Campos do Jordão, previsto para ocorrer em dezembro no antigo Cine Glória (atual Espaço Cultural Dr. Além). Outros destaques são a realização do 6º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão e da exposição Cinema Ilustrado: A Oitava Arte, ambos em julho, na sede da AMECampos.

Formação Profissional

O Programa de Formação Profissional 2016 do Cineclube Araucária começa com a primeira etapa da Oficina de Cinema, sob a coordenação do cineasta Jeferson De, da roteirista e produtora Cristiane Arenas e do animador e designer gráfico Rafael Ervolino, no período de 6 a 10 de junho, das 19h às 22h, no Complexo Cultural Edmundo Ferreira da Rocha, localizado no piso superior do Espaço Cultural Dr. Além.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

CAMPOS DO JORDÃO RECEBE A 10ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS

Campos do Jordão no Circuito Difusão da Mostra Cinema e Direitos Humanos
Pelo segundo ano consecutivo, graças ao empenho do Cineclube Araucária, Campos do Jordão está no Circuito Difusão da Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo. A Mostra é uma iniciativa de promoção da Cultura e da Educação em Direitos Humanos que, há exatamente uma década, celebra o aniversário da Declaração Universal proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948. Realizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, com produção do Instituto Cultura em Movimento, em parceria com o Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação, e com o patrocínio da Petrobras, do BNDES e da Caixa Econômica Federal, a 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Mundo aconteceu, entre os meses de novembro e dezembro de 2015, em todas as capitais do país. No entanto, para ampliar o seu alcance e levar cultura e debate sobre Direitos Humanos para locais em que a oferta de bens culturais é escassa, a Mostra também se produz em até mil espaços culturais pelo Brasil e exterior, assumindo um caráter descentralizador e democrático por meio do seu Circuito Difusão. A programação dessa extensão  é montada com os filmes premiados que tiveram destaque na imprensa brasileira durante a realização da Mostra. Para essa sequência de exibições que reúne seis filmes, entre curtas e longas metragens, todos da mais alta importância para a nossa formação como cidadãos, e que acontecerá no período de 30 de maio a 01 de junho, no Espaço Cultural Dr. Além, sempre com entrada franca, todos estão convidados, com ênfase para os estudantes das nossas escolas de ensino médio, pela contribuição que certamente trarão para o desempenho das suas funções acadêmicas a curtíssimo prazo.

Programação da 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos em Campos do Jordão

30/05/2016 – 19h30 – Espaço Cultural Dr. Além – Entrada Franca

ABRAÇO DE MARÉ, de Victor Ciriaco | Brasil | 2013 | 16min | Documentário – Livre

O dia a dia de quem mora em um centro urbano é sempre atribulado. Porém, bem no meio disso tudo, cinco pessoas vivem na mais pura sintonia entre a natureza e a cidade. Do asfalto ao mangue, o curta-metragem traz para a tela a história de vida de uma família ribeirinha, que mora em uma casa de taipa às margens do rio Potengi. Esse filme nos leva a refletir sobre essa dualidade e sobre o quanto a realidade que nos parece tão distinta nos é, na verdade, tão próxima.

FELIX, O HERÓI DA BARRA, de Edson Fogaça | Brasil | 2015 | 72min | Documentário – Livre

Félix, herói fundador da comunidade de Barra de Aroeira, Santa Tereza (TO), foi um escravo que lutou na Guerra do Paraguai e teria recebido de D. Pedro II uma grande extensão de terras, no norte de Goiás, por sua atuação no conflito. A perda do documento real, após sua morte, gerou um conflito entre seus descendentes e fazendeiros, que já dura mais de 50 anos. A comunidade atual então se auto reconheceu como quilombola para, em uma derradeira ação, garantir o direito à terra onde vivem.

31/05/2016 – 19h30 – Espaço Cultural Dr. Além – Entrada Franca

O MURO É O MEIO, de Eudaldo Monção Jr. | Brasil | 2014 | 15min | Documentário – 10 anos


O documentário aborda pichações de protesto gravadas nos muros da Universidade Federal de Sergipe. São gritos de revolta pela falta de segurança no campus, estrutura e qualidade de ensino. As pichações são mostradas como formas de indignação, reivindicação e também de comunicação contra a apatia das paredes brancas que abafam os conflitos socioculturais.



PORQUE TEMOS ESPERANÇA, de Susanna Lira | Brasil | 2014 | 71min | Documentário – 10 anos


A jornada de uma mulher pernambucana e sua rejeição a tudo aquilo que parece não ter jeito. Vivendo profundos dilemas na vida pessoal e na tentativa de reconstruir outras vidas, ela inicia uma trajetória pelos presídios de Recife, na intenção de que pais reconheçam seus filhos. Experimentando na própria pele a solidão, ela nos mostra que o afeto pode ser redentor e que a falta de esperança é o mal mais intolerável para o ser humano.



01/06/2016 – 19h30 – Espaço Cultural Dr. Além – Entrada Franca

DO MEU LADO, de Tarcísio Lara Puiati | Brasil | 2014 | 14min | Ficção - Livre

As vidas de duas vizinhas, uma umbandista e a outra protestante, começam a se cruzar quando uma infiltração abre um buraco na parede que divide suas casas.


500 – OS BEBÊS ROUBADOS PELA DITADURA ARGENTINA, de Alexandre Valenti | Argentina / Brasil | 2013 | 100min | Documentário – 12 anos



Entre 1976 e 1983, a Argentina viveu sombrios anos de ditadura militar. Neste período, famílias inteiras foram destruídas por um estado terrorista que ceifou a vida de cerca de 30 mil argentinos. Dentre as práticas mais aterradoras desse regime estava o sequestro sistemático de bebês e crianças, filhos de desaparecidos, que eram apropriados por seus algozes como espólio de guerra. A partir da iniciativa das Avós da Praça de Maio criou-se o Banco dos 500, com amostras de seu próprio sangue, o que possibilitou, até agora, a descoberta de 114 das 500 crianças sequestradas. O filme narra a luta das Avós da Praça de Maio, que teve início na Argentina em 1976 e está relacionada à história do Grupo Clamor sediado no Brasil.

terça-feira, 17 de maio de 2016

NO CINEMA POR OUTRAS TELAS

Nesta semana, dentro da programação do projeto O Cinema de Volta a Campos do Jordão, com o apoio do ProAC e em parceria com a Secretaria de Cultura de Campos do Jordão e a AMECampos, o Cineclube Araucária apresenta, de quinta a domingo, no antigo Cine Glória (atual Espaço Cultural Dr. Além), uma seleção de filmes que contempla o diálogo entre duas artes visuais: pintura e o cinema. Desde os primeiros registros da imagem em movimento, elas sempre caminharam lado a lado, até por uma questão de conceito. A estética imposta pelos cineastas às imagens que lançam nas telas do cinema, na sua essência, não difere do sentimento que orienta a mão dos pintores no momento em que explode o grito maior dos seus gênios criadores. Afinal, em ambos os casos, a imagem materializa o tempo e deve ser esse o fascínio que a pintura exerce sobre alguns cineastas. Também neste caso a seleção foi bastante difícil. Não são raros os casos de bons filmes que contam a vida e a arte de pintores consagrados: de Leonardo a Basquiat, o repertório é extenso e alguns foram os eleitos, não por se situarem em patamares destacados em relação a outros, mas só porque a escolha havia de contemplar apenas quatro, pelo menos desta vez. Os escolhidos foram, portanto: Frida Kallo, Michelangelo, Vincent Van Gogh, e Jackson Pollock. E, no domingo à tarde, o público infantil é convidado especial para Uma Noite no Museu, filme de Shawm Levy que vai nos conduzir a aventura incrível com os seus personagens.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

ARGENTINOS E GRANDES MESTRES DA PINTURA EM OUTRAS TELAS




A programação do mês de maio do projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão traz duas mostras de grande relevância para a sétima arte. Os ingressos são grátis em todas as sessões.


A primeira, Panorama do Cinema Argentino, que acontece entre os dias 12 e 15 de maio, é uma pequena amostra da qualidade das produções argentinas que vêm conquistando as salas de exibição do mundo todo. As obras selecionadas para esta mostra são: Nove Rainhas (de Fabián Bielinski), Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Digital (de Gustavo Taretto), Relatos Selvagens (de Damián Szifron) e Valentin (de Alejandro Agresti).

Entre 19 e 22 de maio serão exibidos filmes que reverenciam e registram as histórias de quatro gênios das artes plásticas. A mostra No Cinema Por Outras Telas é formada pelos seguintes filmes: Frida (de Julie Taymor), que narra a intensa e conturbada vida da artista mexicana Frida Kahlo, Agonia e Êxtase (de Carol Reed), sobre Michelangelo e seu trabalho na Capela Sistina, Sede de Viver (de Vincente Minelli), que traz Vincent Van Gogh  com todo o seu talento e seu tormento, e Pollock (de Ed Harris), sobre a arte original de Jackson Pollock.



O Cineclube Araucária investe em criatividade e diversão nas matinês. Em maio, os filmes para a garotada seguem as temáticas das mostras acima. No dia 15, será exibida a animação argentina A Tartaruga Manuelita, de Manuel Garcia Ferré, e no dia 22, Uma Noite No Museu, de Shawn Levy.

O projeto Cineclube Araucária - O Cinema de Volta a Campos do Jordão acontece com o apoio do ProAC (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) e parcerias com a Secretaria Municipal de Cultura e AMECampos (Associação dos Amigos de Campos do Jordão). Iniciado em fevereiro, prevê, até novembro, a realização de 20 mostras de cinema. Além das tradicionais mostras temáticas, a cada mês um país terá a sua filmografia exibida para o público jordanense, entre eles: Turquia, Brasil, Argentina, França, Canadá, China, continente africano e os já contemplados: Polônia, Irã e Índia.

A programação de 2016 inclui também uma série de Palestras e Seminários, visando à formação profissional de novos cineastas, com produção de curtas-metragens que serão o foco da segunda edição do Festival Curta Campos do Jordão, previsto para ocorrer em dezembro no antigo Cine Glória (atual Espaço Cultural Dr. Além). Outros destaques são a realização do 6º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão e da exposição Cinema Ilustrado: A Oitava Arte, ambos em julho, na sede da AMECampos.


Com um histórico de boas tramas políticas e sensíveis retratos de família, o cinema argentino conquistou o respeito do público e da crítica, muito além das suas fronteiras. Em 2010, sua cinematografia recebeu o segundo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, entregue ao longa O Segredo de Seus Olhos. O primeiro foi A História Oficial, de Luis Puenzo, em 1986, além das indicações na mesma categoria, em 1975, 1985, 1999, 2002 e, por muito pouco, em 2015, los hermanos não ganharam a terceira estatueta com Relatos Selvagens, de Damián Szifrón. Segundo o curador, a pergunta comum aos brasileiros é “por que os argentinos conseguiram se colocar no grupo dos principais países produtores da sétima arte em todo o mundo? e a resposta está ligada aos roteiros bem desenvolvidos, bem escritos, e na maneira de transportá-los para a tela com um requinte peculiar aos que sabem contar bem uma história”. Ele complementa explicando que a formação acadêmica e profissional dos argentinos, a leitura e, mais profundamente, os estudos literários na Argentina receberam uma maior atenção do que a dispensada às mesmas atividades pelos vizinhos brasileiros, por exemplo. E valendo-se da máxima “uma imagem fala mais do que mil palavras”, o Cineclube Araucária incluiu na série Panorama do Cinema Mundial, uma pequena mostra do que o cinema argentino tem a nos encantar com uma seleção de quatro filmes representativos dos últimos anos.


A Mostra No Cinema Por Outras Telas traz filmes que mostram o diálogo entre duas artes visuais - cinema e pintura – que sempre caminharam lado a lado por uma questão de conceito, desde os primeiros registros da imagem em movimento. Pode-se dizer que a estética imposta pelos cineastas às imagens que lançam nas telas, na sua essência, não difere do talento criativo que orienta a mão dos pintores geniais no momento em que concebem suas maiores criações. Em ambos os casos, a imagem materializa o tempo; e pode ser que esse fascínio exercido pela pintura sobre alguns cineastas tenha resultado na arte de materializar na película a força criativa de alguns dos maiores artistas de outras telas. Neste caso, também a seleção do curador Cervantes Souto Sobrinho foi bastante custosa. “Não são raros os casos de bons filmes que contam a vida e a arte de pintores consagrados. De Leonardo a Basquiat, o repertório é extenso e qualitativamente primoroso. Alguns foram os eleitos não pelo patamar de destacados em relação a outros, mas apenas porque a escolha havia de contemplar apenas quatro deles”, argumenta. Os artistas/filmes eleitos foram, portanto: Michelangelo, Vincent Van Gogh, Frida Kallo e Jackson Pollock.