terça-feira, 26 de agosto de 2014

RIO 2 É O FILME DESTE MÊS DE AGOSTO NA AMECAMPOS

Dando sequência à nossa programação de cinema na AmeCampos, no próximo sábado, dia 30/08 às 20h00, exibiremos a animação RIO 2, de Carlos Saldanha. O filme, lançado em todo o mundo em março deste ano, é a continuação da história criada por Saldanha em 2011. Nela, Blu, Jade e os três filhotes levam uma vida feliz no Rio de Janeiro. Mas, Jade teme que as crianças tenham dificuldades para aprender a viver como pássaros de verdade. Então, a família embarca em uma super viagem na Floresta Amazônica. Ali, muita aventura, perigos, medos e grandes dificuldades levam a platéia ao delírio, enquanto descobre que Blu é capaz de tudo para salvar a sua família. Esperamos por você para viajar conosco guiados pela família de Araras Azuis.

A AmeCampos fica na Rua Dr. Reid nº 68 - Abernéssia e a entrada é franca.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

ENCONTRO CINEMÚSICA: SUCESSO CONSOLIDADO NA 4ª EDIÇÃO


A 4ª edição do Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão se revelou mais um grande sucesso. Vale, portanto, registrar aqui os nossos agradecimentos a todos que compareceram na sede da AmeCampos nas noites de 24 e 27 de julho de 2014. O bom resultado alcançado por mais essa iniciativa do Cineclube em parceria com a Associação dos Amigos de Campos do Jordão, levada a efeito com o aporte logístico e financeiro da PG Music Produções Culturais Ltda, deve-se especialmente ao apoio dos amigos que compareceram e/ou colaboraram na divulgação desse evento que definitivamente já é parte do calendário cultural da cidade. Muito obrigado a todos que de algum modo contribuíram e participaram dessa empreitada que se produz com vistas ao engrandecimento da nossa querida Campos do Jordão. As imagens mostram momentos de grande emoção proporcionada pelos artistas que fizeram parte da programação do 4ª Encontro Cinemúsica: Newton Zago, Alaíde Costa, Giba Estebez e Maria Dapaz. A nossa gratidão especial a esses queridos amigos que nos honraram com a sua presença e a sua arte, esperando vê-los em breve, de volta à nossa cidade.













Outro evento que também se transformou em um grande sucesso nesta temporada foi a exposição História do Cinema Brasileiro em Imagens, mais uma realização do Cineclube Araucária em parceria com a AmeCampos. A exposição que teve curadoria de Cervantes Sobrinho, foi uma das mais concorridas na cidade, em termos de público nos últimos tempos. O material exposto (cartazes, fotos, livros, revistas, catálogos e fichas técnicas) faz parte do acervo do Cineclube e está disponível para consulta na sede da entidade. Aos prestigiaram mais essa iniciativa do Cineclube Araucária os agradecimentos especiais de toda a equipe que participou da sua realização. Outros eventos do gênero certamente acontecerão em futuro próximo.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

4º ENCONTRO CINEMÚSICA DE CAMPOS DO JORDÃO TRAZ GRANDES NOMES À CIDADE

O Encontro Cinemúsica, evento que já faz parte do calendário cultural da Serra da Mantiqueira, promovido pelo Cineclube Araucária e realizado em parceria com a Associação dos Amigos de Campos do Jordão - AmeCampos - entra na sua quarta edição com uma programação de altíssimo nível, que traz à cidade importantes figuras do cenário musical brasileiro. No dia 24/07 o 4º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão começa com a apresentação do pianista, compositor e cantor santista Newton Zago que faz o prólogo musical para a exibição do filme Piano Blues de Clint Eastwood. Na sexta-feira, dia 25/07, a consagrada cantora e também compositora Alaíde Costa interpreta Tom Jobim, abrindo a sessão de apresentação do filme A Luz do Tom, de Nelson Pereira dos Santos. No sábado, dia 26/07, é a vez a compositora e intérprete pernambucana Maria Dapaz, vencedora do Grammy Latino, trazer para a Sala de Saraus da AmeCampos a obra de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, antecedendo a exibição do filme de Breno Silveira, Gonzaga - de Pai pra Filho. O pianista Newton Zago volta a Campos do Jordão no domingo, dia 27/07, para lembrar os maiores sucessos de Elvis Presley em uma introdução musical para a exibição do filme King Creole, de Michael Curtiz, encerrando assim em clima festivo o 4º Encontro Cinemúsica do Cineclube Araucária. Tudo isso acontece de 24 a 27 de julho na Sala de Saraus da AmeCampos que fica na Rua Dr. Reid nº 68 - Abernéssia - sempre começando às 19 horas em ponto e com Entrada Franca. Informações e reservas de lugares pelo telefone (12) 3662.2611.

terça-feira, 15 de julho de 2014

ANIMAÇÕES BRASILEIRAS CONQUISTAM RECONHECIMENTO NO CENÁRIO MUNDIAL

O Menino e o Mundo, do brasileiro Alê Abreu, levou dois prêmios no 38º Festival do Filme de Animação de Annecy, na França em 2014. O evento é considerado o mais importante do mundo para as produções de animação. O filme ficou com o Prêmio Cristal de longa-metragem e ainda levou o Prêmio do Público.
O longa conta a história de um menino que sai da cidade pequena onde mora para conhecer o mundo e todas as coisas fantásticas que fazem parte dele.
Ano passado, no mesmo Festival, Uma História de Amor e Fúria, do brasileiro Luiz Bolognesi, ficou com o Cristal de longa-metragem (melhor filme pelo júri oficial). E ainda há quem não dê o devido crédito ao nosso cinema de animação. Enquanto isso, vivam os nossos animadores geniais.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

QUARTA EDIÇÃO DO CINEMÚSICA ACONTECE ENTRE 24 E 27 DE JULHO NA SEDE DA AMECAMPOS

4º ENCONTRO CINEMÚSICA DE CAMPOS DO JORDÃO

uma realização do Cineclube Araucária em parceria com a Associação dos Amigos de Campos do Jordão


PROGRAMAÇÃO

24/07 - 19h00

PIANO BLUES, de Clint Eastwood - documentário - 85 minutos, com Clint Eastwood, Ray Charles, Marcia Ball, Doctor John, Fats Domino, Art Tatum, Nat King Cole, Big Joe Turner, Charles Bown, Duke Ellington, Albert Simmons, Pete Johnson, Dave Brubeck, Henry Gray. LIVRE para todas as idades. 















Sinopse – Documentário americano realizado por Clint Eastwood em 2003. É o sétimo e último episódio da série The Blues produzida por Martin Scorsese. Além de excelente ator e diretor, Clint Eastwood também um grande pianista, apaixonado pelo jazz e pelo blues. No filme ele se propõe a retraçar a história do piano no blues através de depoimentos e performances daqueles que construíram a sua história durante o século XX. Emocionantes são os encontros do pianista diretor com Dr. John, Dave Brubeck, Marcia Ball, Fats Domino, Little Richard e, é claro, Ray Charles. Numerosas sequências de arquivo pontuam o filme com grandes nomes do piano como Charles Brown, Otis Spann, Nat King Cole e muitos outros.

Prólogo Musical pelo pianista, cantor e compositor Newton Zago

Newton Zago vem de uma família de músicos. Seu pai, maestro conhecido internacionalmente por ter vencido concurso promovido pela Yamaha, mantém uma Big Band das mais requisitadas para grandes eventos, bailes e apresentações musicais na cidade de Santos. Sua mãe também é musicista formada pelo Instituto Musical Santa Cecília de Santos. Newton começou a estudar música aos 4 anos de idade e queria ser baterista. Logo se interessou pelo piano e aos 6 anos já se apresentava em recitais e concursos, tendo vencido vários deles. Aos 15, começou a cantar profissionalmente e, desde meados da década de 90, trabalha exclusivamente com a música, seja apresentando-se em concertos solos, seja com a Big Band do pai, em praticamente todo o Brasil. No ano passado, Newton Zago participou do 3º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão apresentando o prólogo musical para o filme New Orleans, de Arthur Lubin. Muitos foram os pedidos para que ele voltasse e ele gentilmente aceitou o nosso convite para se apresentar novamente na Montanha Magnífica. 


25/07 - 19h00

A LUZ DO TOM, de Nelson Pereira dos Santos - documentário - 85 minutos, com Tom Jobim, Helena Jobim, Tereza Hermanny, Ana Lontra Jobim, Paulo Jobim, Miúcha Buarque de Holanda – doc. 85 minutos - LIVRE para todas as idades. 


SinopseO documentário A Luz do Tom, de Nelson Pereira dos Santos é um complemento ao A Música Segundo Tom Jobim, também do Nelson, codirigido por Dora Jobim. Nesse, o foco era a música do compositor e maestro brasileiro, morto há dez anos. Gravações famosas e raridades compunham um panorama da carreira de Jobim. Como o próprio Nelson anunciou no lançamento do longa anterior, este segundo documentário segue um estilo mais convencional, com entrevistas. Juntos, os filmes formam um díptico, estabelecendo um diálogo entre a vida e a obra do músico. Baseado na biografia Antonio Carlos Jobim - O homem iluminado, de Helena Jobim, o longa se propõe a fazer um retrato intimista de Tom, por meio do depoimento das três principais mulheres de sua vida: a irmã Helena e as duas ex esposas, Tereza Hermanny e Ana Lontra Jobim.

Prólogo Musical pela cantora e compositora, parceira de Tom Jobim, Alaíde Costa

Alaíde Costa iniciou carreira profissional como crooner do dancing Avenida, no Rio de Janeiro. Em 1959, levada por João Gilberto, entrou em contato com os compositores da bossa nova, quando gravou seu primeiro LP. Participou do programa O Fino da Bossa (TV Record / SP), interpretando Onde Está Você? (Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini), canção que viria a se tornar emblemática em sua carreira. Realizou um recital de canções renascentistas no Teatro Municipal de São Paulo, intitulado Alaíde Alaúde. Em 1965, gravou o LP Alaíde Costa. Em 1972, em dueto com Milton Nascimento, gravou a faixa Me Deixa em Paz (Airton Amorim e Monsueto) para o LP Clube da Esquina. Em 1988, lançou o álbum Amiga de Verdade, com a participação de Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Ivan Lins e Egberto Gismonti. Em 1995, com o pianista João Carlos Assis Brasil, lançou o CD Alaíde Costa & João Carlos Assis Brasil e em 2000, o CD Falando de Amor, gravado em Paris. Em 2003, apresentou-se, com Johnny Alf, no London Jazz Festival. Em 2005, comemorando 50 anos de carreira, lançou o CD Tudo Que o Tempo me Deixou que lhe rendeu o Prêmio Rival Petrobras da Música. Ainda em 2005, participou, ao lado de Elza Soares e Jair Rodrigues, do show Brasil Brasileiro apresentado em Paris e em Toulouse. Em 2007, o mercado brasileiro recebeu o Volume 2 da parceria da cantora com o pianista João Carlos Assis Brasil. Em 2009, Alaíde lançou um novo CD no qual o homenageado é o amigo Milton Nascimento e em 2012, um novo disco dedicado ao também amigo e parceiro Johnny Alf. Em 2013, Alaíde reverenciou o centenário de nascimento de Vinícius de Moraes apresentando-se nos teatros do SESI, em diversas cidades do estado de São Paulo com o show Alaíde Canta Vinícius. Finalmente, em 2014, com o apoio do Proac, lança o álbum Canções de Alaíde, no qual estão registradas apenas composições suas, algumas com parceiros como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Geraldo Vandré, Johnny Alf, Hermínio Bello de Carvalho, João Magalhães, Geraldo Julião, José Márcio Pereira.


26/07 - 19h00

GONZAGA - DE PAI PRA FILHO, de Breno Silveira - ficção - 115 minutos, com Chambinho do Acordeom, Adélio Lima, Alison Santos, Cecília Dassi, Cláudio Jaborandy, Cyria Coentro, Domingos Montagner, Giancarlo di Tomazzio, João Miguel, Júlio Andrade, Land Vieira, Luciano Quirino, Nanda Costa, Olivia Araújo, Silvia Buarque, Zezé Motta - recomendado para maiores de 12 ANOS.

Sinopse: O filme é focado na relação entre o sanfoneiro, compositor e cantor Luiz Gonzaga (1912-1989) e seu filho, também cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991), dois artistas, dois nomes que entraram para a história da musica brasileira. Um do sertão nordestino, o outro carioca do Morro de São Carlos, com visões de mundo diametralmente opostas. Encontros, desencontros e uma trilha sonora que emocionou o Brasil. A história de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha é a história de um amor que venceu o medo e o preconceito e resistiu à distância e ao esquecimento.


Prólogo Musical pela cantora, instrumentista e compositora pernambucana Maria Dapaz


Maria Dapaz é intérprete, compositora e instrumentista invejável, digna de aplausos. E de pé. Sua estrada vem desde muito jovem quando participou do grupo Marajoara, até construir uma trajetória internacional que apenas consagra o seu talento. Lançou, em 1981, seu primeiro disco solo, Pássaro Carente, cuja repercussão permitiu que seu segundo trabalho, Maria da Paz, tivesse arranjos assinados pelo maestro Lincoln Olivetti. Em 2004 lançou o CD Vida de Viajante, dedicado à obra de Luiz Gonzaga, com o qual foi indicada ao Grammy Latino. Ela tem muitos outros álbuns gravados, todos confirmando o seu talento e prestígio. Em 2013, além da reedição de Vida de Viajante, lançou Outro Baião, registro que lhe rendeu vários prêmios como melhor disco regional e como melhor cantora no 25º Prêmio da Música Brasileira.


27/07 - 19h00

KING CREOLE, de Michael Curtiz - ficção 110 minutos, com Elvis Presley, Carolyn Jones, Walter Matthau, Barbara Gayle, Alexander Lockwood, Blanche Thomas, Brian G. Hutton, Candy Candido, Cliff Gleaves, Dean Jagger, Dick Winslow, Dolores Hart – ficção – 115 minutos - recomendado para maiores de 14 ANOS.

Sinopse: Quase para se formar, o trabalhador Danny Fisher se mete em uma briga que lhe custa o diploma. Seu pai ordena que ele continue na escola, mas Danny tem planos para se tornar cantor da noite em New Orleans. Para complicar mais as coisas, ele se envolve com um chefão da máfia local e sua sedutora namorada que tem planos muito perigosos para o futuro de Danny. Em New Orleans, a cidade fácil, a vida é tudo menos isso.


Prólogo Musical pelo cantor e pianista Newton Zago

Newton Zago vem de uma família de músicos. Seu pai, maestro conhecido internacionalmente por ter vencido concurso promovido pela Yamaha, mantém uma Big Band das mais requisitadas para grandes eventos, bailes e apresentações musicais na cidade de Santos. Sua mãe também é musicista formada pelo Instituto Musical Santa Cecília de Santos. Newton começou a estudar música aos 4 anos de idade e queria ser baterista. Logo se interessou pelo piano e aos 6 anos já se apresentava em recitais e concursos, tendo vencido vários deles. Aos 15, começou a cantar profissionalmente e, desde meados da década de 90, trabalha exclusivamente com a música, seja apresentando-se em concertos solos, seja com a Big Band do pai, em praticamente todo o Brasil. No ano passado, Newton Zago participou do 3º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão apresentando o prólogo musical para o filme New Orleans, de Arthur Lubin. Muitos foram os pedidos para que ele voltasse e ele gentilmente aceitou o nosso convite para se apresentar novamente na Montanha Magnífica. 


segunda-feira, 30 de junho de 2014

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO EM IMAGENS



Uma exposição de cartazes, fotos, livros, revistas, imagens que fazem parte do acervo do Cineclube Araucária, conta a história da cinematografia brasileira, desde as primeiras realizações dos pioneiros no áudio visual no país, até as mais recentes produções que revolucionaram a linguagem do cinema brasileiro nos primeiros anos do terceiro milênio. A mostra que tem curadoria de Cervantes Sobrinho estará aberta à visitação pública na sede da AmeCampos de 2 a 31 de julho, de segunda a sexta de 10 às 18 horas. A AmeCampos fica na Rua Dr. Reid nº 68 Abernéssia.

BREVE HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO
Caso alguém pergunte, num futuro distante, qual terá sido o meio de expressão de maior impacto na era moderna, a resposta será unânime: o cinematógrafo. Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière para fins científicos, o cinema revelou-se peça fundamental do imaginário coletivo do século XX, seja como fonte de entretenimento, seja como meio de divulgação cultural de todos os povos do globo.
Pouco tempo após a sua invenção, o cinematógrafo aportou no Brasil pelas mãos de Affonso Segretto, imigrante italiano que filmou cenas do porto do Rio de Janeiro. Desta forma, em 1898, Segretto se tornou o nosso primeiro cineasta. A partir daí, um imenso mercado de laser e cultura foi montado na capital federal no início do século XX, quando centenas de pequenos filmes foram produzidos e exibidos para plateias urbanas em franco desenvolvimento.
Até o final dos anos 1920, algumas experiências arrojadas documentam a existência de uma cinematografia brasileira, especialmente pela iniciativa de pioneiros como Adalberto Kemeny e Rudolf Lustig que criaram a Rex Lustig, primeiro laboratório importante para a produção de filmes comerciais no Brasil. Dele saiu o clássico “São Paulo, a Symphonia da Metrópole”, baseado no filme “Berlim, Sinfonia de uma Metrópole”, realizado pelo alemão Walter Ruttmann em 1927.
Nos anos 30 iniciou-se a era do cinema falado. Já então, o ainda embrionário cinema nacional concorre com o forte esquema de distribuição norte-americano, disputa que se estende até os nossos dias. Desse período destacam-se Adhemar Gonzaga, Mário Peixoto, Alberto Cavalcante e o mineiro de Cataguazes, Humberto Mauro, autor de “Ganga Bruta” (1933), filme que marca a transição no Brasil, do cinema mudo para o cinema falado e que mostra uma crescente sofisticação da linguagem cinematográfica.
Com equipamentos e técnicas revolucionárias trazidas principalmente dos Estados Unidos, a Cinédia, empresa criada por Adhemar Gonzaga no início da década de 30 e que sobrevive até hoje, mais de 80 anos depois, graças ao emprenho e dedicação de Alice Gonzaga, filha do seu idealizador, introduziu na cena cinematográfica brasileira as comédias musicais com populares cantores do rádio e atores do teatro de revista. Filmes como “Alô, Alô Brasil” (1935) e Alô, Alô Carnaval” (1936) caíram no gosto popular revelando verdadeiros mitos do cinema brasileiro como Carmen Miranda, Dircinha Batista e as Irmãs Pagãs.

A criação dos estúdios Vera Cruz por Franco Zampari e Francisco Matarazzo Sobrinho, no final da década de 40, representou a materialização do desejo de diretores que, influenciados pelo requinte das produções estrangeiras, sobretudo europeias, buscavam fórmulas mais sofisticadas para as produções nacionais. Da Vera Cruz saíram verdadeiras obras primas da história do cinema brasileiro: “Caiçara” (1950) e “Tico-Tico no Fubá” (1952), de Adolfo Celi; “Angela” (1951), de Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne; “Apassionata” (1952), de Fernando do Barros; “Sinha Moça” (1953), de Tom Payne; “Floradas na Serra” (1953), de Luciano Salce e “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto que trouxe do Festival de Cannes naquele ano, o prêmio de Melhor Filme de Aventura.
A reação ao cinema da Vera Cruz representou o movimento que divulgou o cinema nacional conhecido em todo o mundo como o Cinema Novo. No início da década de 60, a exemplo do que aconteceu com a Nouvelle Vague na França, um grupo de jovens cineastas começou a realizar uma série de filmes imbuídos de forte temática psicossocial. Entre eles destacou-se Glauber Rocha, cineasta baiano que entrou para a história como verdadeiro símbolo do Cinema Novo. Diretor de filmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1968), Rocha se tornou uma figura lendária no meio cultural brasileiro, redigindo manifestos e artigos na imprensa, rejeitando o cinema popular das chanchadas e defendendo uma arte que promovesse a transformação social e política tão pretendida em tempos de regime militar. Inspirados em Nelson Pereira dos Santos que em 1955, sob influência do movimento neorrealista, dirigira “Rio 40 Graus” e o clássico “Vidas Secas” em 1964, diretores como Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e Ruy Guerra participaram dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, ganhando notoriedade e reconhecimento.
As décadas seguintes revelaram-se a época de ouro do cinema brasileiro. Mesmo após o golpe militar de 1964, os idealizadores do Cinema Novo e uma nova geração de cineastas conhecida como “udigrudi” (termo irônico derivado do “underground” norte-americano) continuaram a produzir obras críticas em relação à realidade que vivia o país, muitas vezes usando metáforas para burlar a censura dos governos militares. Dessa época, destacam-se o próprio Glauber Rocha com “Terra em Transe” (1968), Rogério Sganzerla com “O Bandido da Luz Vermelha” (1968) e Júlio Bressane com “Matou a Família e Foi ao Cinema” (1969).
A fim de organizar o mercado cinematográfico e conquistar a simpatia de intelectuais para o regime, em 1974, o governo Geisel criou a Embrafilme que teria papel importante no cinema brasileiro até a sua extinção em 1990. Desse período datam alguns dos maiores sucessos de público e crítica da produção nacional, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto e “Pixote, A Lei do Mais Fraco” (1980), de Hector Babenco. O fim da ditadura militar e da censura, em 1985, aumentou a liberdade de expressão e indicou novos caminhos para o cinema brasileiro. No entanto, essa perspectiva foi interrompida com o fim da Embrafilme em 1990. O governo Collor e sua política neoliberal de extinção das estatais abriu o mercado de forma descontrolada para as produções estrangeiras, norte-americanas em sua quase totalidade. Com isso, a produção nacional entrou em colapso. Nos anos seguintes, pouquíssimos longas metragens nacionais foram realizados e exibidos.

Após o cataclismo do início dos anos 90, o sistema se reergueu gradativamente com a criação de novos mecanismos de financiamento por meio da chamada renúncia fiscal (leis de incentivo), juntamente com o surgimento de novas instâncias governamentais de apoio ao cinema. Trata-se da fase de retomada do cinema brasileiro. Em muito pouco tempo, três filmes são indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto; “O Que é Isso, Companheiro” (1997), de Bruno Barreto e “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles, também vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. Nomes como Walter Salles e Carla Camurati, diretora de “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995) tornaram-se conhecidos do grande público, atraindo milhões de espectadores para as salas de exibição.
Mais de cem anos após os Irmãos Lumière, o cinema brasileiro reinventa seu papel na história da maior arte do século XX, para levar ao mundo no início deste terceiro milênio a sua contribuição em grande estilo com produções que concorrem em pé de igualdade com as de outros países tão criativos quanto o nosso. Não são poucos os grandes filmes Made in Brasil nestes primeiros tempos do século XXI: “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund; “Estomago” (2007), de Marcos Jorge; “Dzi Croquettes” (2009), de Tatiana Issa e Raphael Alvarez; “Lixo Extraordinário” (2010), de João Jardim, Lucy Walker e Karen Harley; “Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (2010), de Helena Ignez e Ícaro Martins; “Heleno” (2011), de José Henrique Fonseca; “Corações Sujos” (2011), de Vicente Amorim; “Xingu” (2012), de Cao Hamburger; “Entre Nós” (2013) de Paulo Morelli e Pedro Morelli; “Olho Nu” (2013), de Joel Pizzini; “Tatuagem” (2013), de Hilton Lacerda... 
     

quarta-feira, 25 de junho de 2014

DEPOIS DO SUCESSO NA ABERTURA, O CINE GARAGEM SEGUE COM O QUARTETO, DE DUSTIN HOFFMAN

Mesmo quem não gosta de ópera vai encontrar muitos atrativos nesta deliciosa comédia dramática estrelada por um time de grandes atores. A ação se desenrola numa casa para músicos e cantores aposentados na Inglaterra. Como o local corre o risco de fechar por falta de financiamento, os moradores decidem preparar um espetáculo em homenagem a Giuseppe Verdi. Amigos de palco no passado, Reggie (Tom Courtenay), Wilf (Billy Connolly) e Cissy (Pauline Collins) topam recriar o quarteto da ópera Rigoletto. O mais difícil, contudo, será convencer Jean (Maggie Smith) a participar da empreitada. Diva de outrora, essa prima-dona acabou de se instalar (muito a contragosto) por lá e é irredutível a voltar a cantar. Dustin Hoffman, 75 anos de idade, faz uma bela e contagiante estreia na direção. Sem deixar de tocar em temas duros, como o Alzheimer e as limitações físicas da velhice, o roteiro dá uma trégua ao drama ao partir para um desenrolar alto-astral. Completa o elenco um time veterano formado por músicos e cantores líricos, apresentados um a um nos créditos finais.  

Exibição na tela do Cine Garagem do Cineclube Araucária na sede da AmeCampos (Rua Dr. Reid nº 68 - Abernéssia), sábado - dia 28 de junho de 2014 às 20h00 - Entrada Franca - Classificação 12 anos.