quarta-feira, 10 de abril de 2013

Aplausos do Cineclube Araucária para Campos do Jordão na festa do 139º aniversário da cidade


No próximo dia 28/04, a homenagem do Cineclube Araucária vai para a cidade de Campos do Jordão que em 1953 recebeu a equipe de filmagem e serviu como cenário para um dos maiores clássicos da Cinematográfica Vera Cruz: Floradas na Serra, de Luciano Salce. Por essa razão, uma projeção especial do filme foi programada para compor a sequência de eventos comemorativos do aniversário da cidade. Todos estão convidados a rever imagens fascinantes da nossa querida Campos do Jordão dos anos 50 e da nossa grande atriz Cacilda Becker. Então, porque não embarcar nessa viagem festejando conosco os 139 anos de existência da nossa cidade?



SINOPSE DO FILME

Lucília, cansada dos prazeres do mundo elegante, resolve descansar em Campos do Jordão. Entretanto, ao fazer a visita de controle médico, descobre que está com tuberculose. Mas não consegue suportar o tratamento na clínica. Enquanto esperava para voltar a São Paulo, conhece Bruno, que a faz perder o trem e começam um romance. Porém a paixão de Lucília consome rapidamente sua saúde, enquanto Bruno vai se recuperando e começa a se interessar por Olívia, outra paciente da clínica. Lucília termina sozinha, na clínica, com suas lembranças.





CACILDA BECKER - Cacilda Becker Iaconis nasceu em Pirassununga (SP), no dia 6 de abril de 1921. Foi atriz e um dos maiores mitos dos palcos nacionais. Filha do imigrante italiano Edmondo Iaconis, Cacilda tinha apenas nove anos quando seus pais romperam o casamento e sua mãe viu-se obrigada a, sozinha, criar três filhas, uma delas a também atriz Cleyde Yáconis. Por este motivo, fixaram-se na cidade de Santos, onde Cacilda ainda jovem freqüentou os círculos boêmios e mais vanguardistas, já que por ser filha de pais pobres e separados não podia estabelecer amizade com pessoas da alta sociedade. Cacilda começou no teatro paulista como atriz amadora e se profissionalizou em 1948. Neste ano, Nydia Lícia recusou um papel na peça Mulher do Próximo, de Abílio Pereira de Almeida, produzida pelo Teatro Brasileiro de Comédia, para não ter que beijar nem dizer "amante" em cena, pois isto podia lhe custar o emprego numa importante loja. Cacilda, que a substituiu, exigiu ser contratada como profissional, acabando com o velho preconceito de que artista sério deveria ser diletante. Em 30 anos de carreira, Cacilda Becker encenou 68 peças, no Rio de Janeiro e em São Paulo; fez dois filmes e uma telenovela na TV Tupi além de outras participações em teleteatros. Foi ela quem inaugurou o Teatro Municipal de São Carlos com a peça Esperando Godot no começo de 1969. Pois foi durante uma apresentação do espetáculo Esperando Godot, que encenava com o marido Walmor Chagas, na capital paulista, em 6 de maio de 1969, que Cacilda sofreu um derrame cerebral e foi levada para o hospital, ainda com as roupas do seu personagem. Morreu após 38 dias de coma e foi enterrada no Cemitério do Araçá, com a presença de uma multidão de admiradores.

Cinema / Televisão / Teatro

Apenas dois filmes registram a sua passagem pelo cinema, Luz dos Meus Olhos em 1947 e Floradas na Serra em 1953, no auge da Companhia Vera Cruz. Marcou presença em vários teleteatros nas décadas de 50 e 60 e fez apenas uma novela, Ciúmes em 1966 na TV Tupi. Foi no teatro que conseguiu todas as glórias e viveu personagens inesquecíveis. Teve uma rápida passagem pela companhia Os Comediantes, comandada por Ziembinski, e logo depois foi para o Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC, onde permaneceu por dez anos. Saiu em 1958 para montar sua própria companhia, o Teatro Cacilda Becker, que dirigiu até o final da vida. Entre seus trabalhos mais marcantes no palco estão Pega FogoAdorável JúliaAntígonaO Anjo de PedraJornada de um longo dia noite adentroA Visita da Velha Senhora , Quem tem medo de Virgínia Woolf Esperando Godot. Cacilda foi definida pelos colegas como "a maior atriz brasileira, a melhor amiga de seus amigos e a mais combativa representante da classe teatral brasileira".

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Hitchcock no Cineclube Araucária



 Com a estreia da biografia Hitchcock nos cinemas, o cineclube fez uma seleção de 4 filmes inesquecíveis do mestre do suspense.



Janela Indiscreta (1954) mostra uma história de voyeurismo. Quando um fotógrafo (James Stewart) quebra a perna e fica imobilizado em casa, ele passa a observar a vida dos vizinhos, até o dia em que assiste a uma cena estranha no edifício em frente ao seu, levando-o a crer que um homem cometeu um assassinato. Ele pede a ajuda de sua namorada (Grace Kelly) para a investigação. 

Este filme foi uma das maiores produções da carreira de Alfred Hitchcock. Depois de vários sucessos, os estúdios autorizaram um orçamento fora do comum, além da criação do maior set de filmagem que a Paramount já tinha construído - o que significou, na época, arrancar o teto dos galpões dos estúdios, para construir o prédio onde mora o personagem.

Janela Indiscreta foi indicado a 4 Oscar, inclusive o de melhor diretor (Hitchcock) e melhor roteiro (Loren L. Ryder), mas não venceu nenhum prêmio. Dia 18 de abril às 19h30, no Cineclube Araucária.


Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940) Uma trama como a de Rebecca, A Mulher Inesquecível poderia parecer comum nos cinemas hoje em dia, mas foi um marco em 1940: este "suspense romântico" mostra uma garota ingênua (Joan Fontaine) que se casa com um viúvo milionário (Laurence Olivier) e se muda para sua grande mansão. Mas quando chega no local, ela começa a descobrir que Rebecca, a esposa falecida, ainda está bastante presente pela casa...

Este foi o primeiro filme de Hitchcock em Hollywood. Rebecca conquistou um grande sucesso com os críticos, sendo incluído em praticamente todas as listas de melhores filmes do ano, além de conquistar o Oscar de melhor filme - sendo a única obra de Hitchcock a vencer o prêmio.

Rebecca contribuiu para a péssima fama de Hitchcock como diretor de atores. De fato, o ator Laurence Olivier começou a tratar Joan Fontaine muito mal, porque ele preferia ver sua namorada Vivien Leigh no papel principal. Hitchcock aproveitou a oportunidade e criou um clima de complô durante as filmagens, dizendo à atriz que ela era detestada por todos. Assim, ela tinha um ar desemparado e triste durante as cenas, correspondendo ao que o diretor buscava para a personagem. Dia 19 de abril às 19h30, no Cineclube Araucária.




Disque M Para Matar (1954) Ao contrário das inovações que Alfred Hitchcock faria em Psicose e Um Corpo Que Cai, Disque M Para Matar (1954) é um suspense típico das produções do diretor, cheio de tensão, reviravoltas e um crime complexo, realizado em diversas etapas. A história apresenta o ex-jogador de tênis Tony (Ray Milland), que planeja assassinar a esposa (Grace Kelly) quando descobre que ela está saindo com outro homem. Mas os planos dão errado, obrigando Tony a criar uma nova estratégia, rapidamente, para disfarçar sua responsabilidade no caso.

Apesar da alta classificação etária (16 anos), Disque M Para Matar foi um grande sucesso de público (tendo arrecadado US$6 milhões apenas nos Estados Unidos), e frequentemente é incluído nas listas de 10 maiores suspenses de todos os tempos. Apesar do sucesso das projeções em 3D estar diminuindo na época, os estúdios Warner exigiram que Hitchcock filmasse neste formato, obrigando o cineasta a mudar seus enquadramentos previstos inicialmente. No final, a grande maioria das exibições do filme foi feita em 2D.
Dia 26 de abril às 19h30, no Cineclube Araucária.



Em Um Corpo Que Cai (1958) Um detetive aposentado (James Stewart) concorda em seguir a jovem Madeleine (Kim Novak), a esposa de um amigo que começa a apresentar tendências suicidas. Aos poucos, o detetive torna-se cada vez mais obcecado com esta mulher, enquanto enfrenta seu medo de altura...

Neste filme, Alfred Hitchcock decidiu inovar, realizando diversas ousadias com a câmera para reproduzir a sensação de vertigem. O resultado foi controverso: na época de seu lançamento, Um Corpo Que Cai foi recebido com críticas negativas, além de ter sido um grande fracasso de bilheteria (ele não cobriu nem metade dos seus custos de produção). No entanto, recentemente esta produção superou Cidadão Kane em uma lista feita por críticos e historiadores, sendo considerado o melhor filme de todos os tempos.
 
Hitchcock culpou James Stewart pelo fracasso comercial do filme, dizendo que ele parecia velho demais no papel. Apesar de serem colaboradores frequentes, o cineasta nunca mais trabalhou com Stewart. Hitchcock também se arrependeu de escolher Kim Novak para o papel. Dia 27 de abril às 19h30, no Cineclube Araucária.