quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

CINECLUBE ARAUCÁRIA É UM DOS PONTOS DE EXIBIÇÃO DA 9ª MOSTRA DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS



9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul
DEMOCRATIZANDO
08 de janeiro a 31 de março de 2015
Pontos de Exibição

O Projeto Democratizando é uma iniciativa integrante da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. Por meio do projeto, pontos de exibição de todo o país se inscreveram para receber os kits elaborados pela produção da Mostra; os kits contêm obras que buscam suscitar o debate sobre os Direitos Humanos em âmbito nacional. Além disso, os espaços inscritos poderão organizar palestras, workshops e outros tipos de encontro para discutir Direitos Humanos e outros temas relacionados.

A Associação Cultural Cineclube Araucária de Campos do Jordão se inscreveu e foi selecionada para funcionar como um dos pontos de exibição dos filmes que integram a programação do Projeto Democratizando da 9ª Mostra de Cinema promovida pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

As exibições acontecerão entre janeiro e março de 2015, e são de responsabilidade das instituições que se inscreveram para receber o material do Democratizando. Cineclubes, pontos de cultura, institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, universidades, museus, bibliotecas, sindicatos, associações de bairros, entre outros, são os espaços que abrigarão esta ramificação da 9ª Mostra.
O kit Democratizando é totalmente gratuito e será entregue em caixa personalizada, contendo camisa, bolsa, bloco de notas, caneta, catálogo do evento e o encarte com 3 DVDs. Em formato digital, os filmes enviados terão como opção a utilização de closed caption e audiodescrição, além de legendas para cinco idiomas: árabe, espanhol, inglês, francês e mandarim.“A Vizinhança do Tigre”, de Affonso Uchoa; “Cabra Marcado pra Morrer”, de Eduardo Coutinho, “Pelas Janelas”, de Carol Perdigão, Guilherme Farkas, Sofia Maldonado e Will Domingos; “Que Bom te Ver Viva”, de Lúcia Murat; “Rio Cigano”, de Júlia Zakia; e “Sophia”, de Kennel Rógis são os filmes que compõem o kit.

2015 promete ser o ano do Cinema em Campos do Jordão. Outras boas novas estão por vir a público nos próximos dias. Entre elas está a inauguração, no mês de fevereiro próximo, da Biblioteca de Cinema do Cineclube Araucária. Doações de livrarias, editoras, centros culturais, organizações sociais e particulares já estão chegando e o trabalho de catalogação desse material está adiantado. Toda a equipe do Cineclube Araucária, além de alguns voluntários, está empenhada em dar o seu melhor pela Cultura na cidade.




sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CINECLUBE ARAUCÁRIA RECEBE FILMES E LIVROS DOADOS PELA AMECAMPOS

Depois dessa, temos que acreditar mesmo em Papai Noel. A Associação dos Amigos de Campos do Jordão - AMECampos - acaba de fazer doação ao Cineclube Araucária de uma caixa contendo DVDs, fitas em VHS e livros sobre Cinema.


Entre os filmes que passam a fazer parte do patrimônio do Cineclube Araucária estão verdadeiras raridades como as clássicas comédias musicais brasileiras MARIDO DE MULHER BOA, de J.B.Tanko e TUDO LEGAL, de Victor Lima, além de NÁUFRAGO, de Robert Zemeckis e dois documentários sobre a bailarina francesa Sylvie Guillem: PORTRAIT, de Nigel Wattis e AT WORK, de André S. Labarthe. Preciosidades para os amantes da arte consagrada por Nureyev, Baryshnikov e Maurice Bejart.


O material já está catalogado como parte do acervo do Cineclube e certamente será utilizado nas suas futuras Mostras e Sessões de Cinema para deleite dos cinéfilos jordanenses. Quanto aos livros que vão fazer parte da Biblioteca do Cineclube Araucária, já em fase de organização e montagem, estão: três roteiros de importantes realizações de Roman Polanski, Saudades do Século 20 de Ruy Castro e uma primorosa obra de arte de Jane Mercer, publicada pela Photoplay, intitulada GREAT LOVERS OS THE MOVIES.




A Biblioteca do Cineclube deverá estar aberta à consulta pública a partir de fevereiro de 2015. Ficam aqui registrados os agradecimentos de toda a equipe do Cineclube Arauária à AMECampos pela valiosa doação.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

BLANCANIEVES, DE PABLO BERGER ENCERRA A PROGRAMAÇÃO DE CINEMA EM 2014

BLANCANIEVES, de Pablo Berger dá um verdadeiro “olé” na historinha criada pelos Irmãos Grimm

O filme espanhol Branca de Neve, de Pablo Berger, foi produzido quase na mesma época que o francês O artista, de Michel Hazanavicius. Ambos são histórias em preto e branco e sem diálogos, homenagens criativas à origem da arte cinematográfica. Porém, O artista surgiu para o mundo em maio de 2011, no Festival de Cannes; enquanto Branca de Neve apenas em setembro de 2012, no Festival de Toronto; o que fez com o que segundo não pudesse desfrutar da surpresa junto ao público e ainda passasse pelas inevitáveis comparações.

É difícil dizer se o desfecho da história seria diferente caso Branca de Neve fosse lançado antes. O artista acabou ganhando o Oscar de melhor filme em 2012, e o longa de Pablo Berger foi indicado como postulante da Espanha ao prêmio de filme estrangeiro para a cerimônia de 2013, mas, apesar de ser ainda mais ousado, terminou fora da disputa.

Além de mudo e preto e branco, Branca de Neve arrisca mais em se aventurar pelo famoso conto de fadas infantil, aquele da maçã e dos anões espertalhões. Mais do que isso, Berger, que também assinou o roteiro, não se conteve em focar seu filme na mocinha e embaralhou outros símbolos do imaginário popular do seu país ao ambientar a trama no universo das touradas.

O filme recria sim, a famosa fábula escrita pelos Irmãos Grimm no século XIX, mas tem seus personagens adaptados para uma Espanha do início do século XX, com direito a anões toureiros, e ainda é feito como as antigas produções do cinema da década de 1920. Quem ousaria ser mais inventivo?

Como na história original, o filme de Berger tem seus momentos cômicos e, às vezes, um quê de tragédia. O elenco é encabeçado por Macarena García (Branca de Neve) e Maribel Verdú (a Madrasta má), ambas muito bem adaptadas aos papéis, em interpretações caricatas porque se trata de um enredo caricato. 



Ficha Técnica:
Título: Branca de Neve (no original Blancanieves)
Roteiro e direção: Pablo Berger
Elenco: Meribel Verdú, Sofia Oria, Macarena Garcia, Daniel Giménez Cacho, Angela Molina.
Orígem: Espanha
Ano de Lançamento: 2012
104 minutos
Fotografia: Kiko de la Rica

Música: Alfonso de Vilallonga






terça-feira, 21 de outubro de 2014

CAMINHOS DA MANTIQUEIRA NA SESSÃO DE CINEMA EM NOVEMBRO

No dia 1º de novembro, às 20 horas, o Cineclube Araucária exibe na sede da AMECampos, um filme realizado na região da Mantiqueira por Galileu Garcia Jr. Uma forte carga de emoção pelas belas imagens e também pelos depoimentos de gente que realmente sabe do que está falando. Programa Livre para todas as idades, com Entrada Grátis.



CAMINHOS DA MANTIQUEIRA é um documentário de longa-metragem (79 minutos) que apresenta com sensibilidade um pedaço do território nacional relativamente desconhecido de muitos brasileiros, apesar da sua extrema importância para o país. O filme percorre estradas, montanhas, histórias e vidas em busca da identidade própria e única da Serra da Mantiqueira. Embora a região seja cortada pelas fronteiras políticas entre três Estados da Federação (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), a Mantiqueira apresenta características naturais e históricas próprias. O documentário se vale do formato “roadie movie” protagonizado pela equipe que se deslocou por cerca de 40 cidades da Serra durante 35 dias. Percorreu vales e escalou vários de seus cumes, adentrou suas florestas e parques e, o mais prazeroso, ouviu suas gentes: agricultores, tropeiros e violeiros, todos contadores de causos. Também foram ouvidos ambientalistas, geógrafos, biólogos e historiadores, tudo com o intuito de costurar uma narrativa informativa e, ao mesmo tempo, emocionante sobre a região, abordando temas atualíssimos como o ecossistema, as reservas florestais, as nascentes das águas que formam os seus importantes rios, a ancestral configuração geológica, as mais recentes histórias da Revolução de 32 e, como não poderia faltar, os relatos que nos levam para além do tempo, sobre as histórias de Lobisomem, a Mãe de Ouro e o Corpo Seco, personagens que ainda vivem no imaginário de alguns dos nossos personagens.




Ficha Técnica:
Título Original: Caminhos da Mantiqueira
Direção: Galileu Garcia Jr
Argumento e Produção: Galileu Garcia Jr
Produção Executiva: Mistura Fina
Direção de Produção: Mário Monteiro
Direção de Fotografia: Carlos Zalasik
Música: Ricardo Anastácio
Roteiro: Galilei Garcia Jr, Quelany Vicente, Victor Navas
Som Direto: Mário Farah, Dorival Sombra
Câmera: Paulinho Francisco. Galileu Garcia Jr, Carlos Zalasik
Montagem: Itaoã Lara, Regina Dias ABC
Coordenação de Pré Produção: Rosana Oda
Coordenação de Pós Produção: Patrícia Olívia Stumbrys

Identidade Visual: Yvone Sarué, COWDDG

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O REINO GELADO É O DESTAQUE DA PROGRAMAÇÃO DE OUTUBRO

O Reino Gelado é um filme russo de animação realizado em 2012, computadorizado em 3D e dirigido por Vladlen Barbe e Sveshnikov Maxim. Trata-se de uma produção inteiramente rodada em 3D utilizando as mais avançadas técnicas de criação no campo da animação computadorizada. Foi produzido pela Wizart Animation e é baseado no conto A Rainha da Neve, escrito por Hans Christian Andersen. O longa de 80 minutos foi lançado na Rússia em dezembro de 2012 e no Brasil em fevereiro de 2013 e tem trilha sonora composta por Mark Willot. A adaptação para o cinema foi feita por Vadim Sveshnikov e pelo diretor Vladen Barbe.

O filme conta a história da Rainha da Neve, uma soberana má que, desejando criar um novo mundo no qual o vento polar esfriasse as almas humanas, cobriu o planeta com gelo e ordenou a destruição de todas as artes e artistas. De acordo com as previsões de um espelho mágico, a última ameaça aos seus planos estaria no mestre-vidreiro Vegard, cujos espelhos refletiam a alma das pessoas. Vegard e sua esposa Una são sequestrados, deixando para trás seus filhos Kai e Gerda. O tempo passa e os servos da Rainha capturam também Kai, acreditando que o garoto é o sucessor de seu pai. Mas sua irmã Gerda, uma jovem muito corajosa, embarca em uma jornada pelo reino, encarando todos os obstáculos para salvar o irmão e voltar a aquecer os corações humanos.

domingo, 7 de setembro de 2014

CINECLUBE ARAUCÁRIA RECEBE DOAÇÃO DE QUASE 200 FILMES




Na semana passada o Cineclube Araucária recebeu do casal Sônia e Gilberto Labate, um lote de 189 filmes no formato VHS, todos originais, a maioria deles em perfeito estado de conservação, contendo filmes de ficção e documentários, que passam a integrar o acervo da Associação Cultural Cineclube Araucária de Campos do Jordão. Com as caixas de filmes, veio também o leitor de VHS que já foi encaminhado para limpeza e reparo. Entre os filmes recebidos estão alguns clássicos da cinematografia universal, como Cidadão Kane, O Anjo Azul, Assim Era a Atlântida, Arroz Amargo, Baile Perfumado, Carlota Joaquina, A Era do Rádio, Ladrões de Bicicletas, O Morro dos Ventos Uivantes, No Tempo das Diligências, O Paciente Inglês, Paris Texas, O Passageiro da Chuva, O Pianista, O Piano, O Picolino, Perdas e Danos, O Vampiro de Dusseldorf, Terra Estrangeira, Para Viver um Grande Amor e Sexo, Mentira e Videotape. Além da atenção dispensada ao Cineclube pelos doadores dessa verdadeira preciosidade, há que se registrar ainda o trabalho tido por eles para catalogar todos os títulos em um quadro que contem várias informações sobre a ficha técnica, ano de realização e país de origem de cada filme. Um trabalho de profissional que nos impressionou muito e pelo qual toda a equipe do Cineclube Araucária agradece. 







Em breve alguns desses filmes poderão entrar na programação das Mostras apresentadas regularmente pelo Cineclube Araucária em Campos do Jordão. Esse é, na verdade, um bom presente para todos os amigos da Sétima Arte que apoiam o trabalho que o Cineclube tem feito na cidade nesses seus quatro anos de existência.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

RIO 2 É O FILME DESTE MÊS DE AGOSTO NA AMECAMPOS

Dando sequência à nossa programação de cinema na AmeCampos, no próximo sábado, dia 30/08 às 20h00, exibiremos a animação RIO 2, de Carlos Saldanha. O filme, lançado em todo o mundo em março deste ano, é a continuação da história criada por Saldanha em 2011. Nela, Blu, Jade e os três filhotes levam uma vida feliz no Rio de Janeiro. Mas, Jade teme que as crianças tenham dificuldades para aprender a viver como pássaros de verdade. Então, a família embarca em uma super viagem na Floresta Amazônica. Ali, muita aventura, perigos, medos e grandes dificuldades levam a platéia ao delírio, enquanto descobre que Blu é capaz de tudo para salvar a sua família. Esperamos por você para viajar conosco guiados pela família de Araras Azuis.

A AmeCampos fica na Rua Dr. Reid nº 68 - Abernéssia e a entrada é franca.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

ENCONTRO CINEMÚSICA: SUCESSO CONSOLIDADO NA 4ª EDIÇÃO


A 4ª edição do Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão se revelou mais um grande sucesso. Vale, portanto, registrar aqui os nossos agradecimentos a todos que compareceram na sede da AmeCampos nas noites de 24 e 27 de julho de 2014. O bom resultado alcançado por mais essa iniciativa do Cineclube em parceria com a Associação dos Amigos de Campos do Jordão, levada a efeito com o aporte logístico e financeiro da PG Music Produções Culturais Ltda, deve-se especialmente ao apoio dos amigos que compareceram e/ou colaboraram na divulgação desse evento que definitivamente já é parte do calendário cultural da cidade. Muito obrigado a todos que de algum modo contribuíram e participaram dessa empreitada que se produz com vistas ao engrandecimento da nossa querida Campos do Jordão. As imagens mostram momentos de grande emoção proporcionada pelos artistas que fizeram parte da programação do 4ª Encontro Cinemúsica: Newton Zago, Alaíde Costa, Giba Estebez e Maria Dapaz. A nossa gratidão especial a esses queridos amigos que nos honraram com a sua presença e a sua arte, esperando vê-los em breve, de volta à nossa cidade.













Outro evento que também se transformou em um grande sucesso nesta temporada foi a exposição História do Cinema Brasileiro em Imagens, mais uma realização do Cineclube Araucária em parceria com a AmeCampos. A exposição que teve curadoria de Cervantes Sobrinho, foi uma das mais concorridas na cidade, em termos de público nos últimos tempos. O material exposto (cartazes, fotos, livros, revistas, catálogos e fichas técnicas) faz parte do acervo do Cineclube e está disponível para consulta na sede da entidade. Aos prestigiaram mais essa iniciativa do Cineclube Araucária os agradecimentos especiais de toda a equipe que participou da sua realização. Outros eventos do gênero certamente acontecerão em futuro próximo.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

4º ENCONTRO CINEMÚSICA DE CAMPOS DO JORDÃO TRAZ GRANDES NOMES À CIDADE

O Encontro Cinemúsica, evento que já faz parte do calendário cultural da Serra da Mantiqueira, promovido pelo Cineclube Araucária e realizado em parceria com a Associação dos Amigos de Campos do Jordão - AmeCampos - entra na sua quarta edição com uma programação de altíssimo nível, que traz à cidade importantes figuras do cenário musical brasileiro. No dia 24/07 o 4º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão começa com a apresentação do pianista, compositor e cantor santista Newton Zago que faz o prólogo musical para a exibição do filme Piano Blues de Clint Eastwood. Na sexta-feira, dia 25/07, a consagrada cantora e também compositora Alaíde Costa interpreta Tom Jobim, abrindo a sessão de apresentação do filme A Luz do Tom, de Nelson Pereira dos Santos. No sábado, dia 26/07, é a vez a compositora e intérprete pernambucana Maria Dapaz, vencedora do Grammy Latino, trazer para a Sala de Saraus da AmeCampos a obra de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, antecedendo a exibição do filme de Breno Silveira, Gonzaga - de Pai pra Filho. O pianista Newton Zago volta a Campos do Jordão no domingo, dia 27/07, para lembrar os maiores sucessos de Elvis Presley em uma introdução musical para a exibição do filme King Creole, de Michael Curtiz, encerrando assim em clima festivo o 4º Encontro Cinemúsica do Cineclube Araucária. Tudo isso acontece de 24 a 27 de julho na Sala de Saraus da AmeCampos que fica na Rua Dr. Reid nº 68 - Abernéssia - sempre começando às 19 horas em ponto e com Entrada Franca. Informações e reservas de lugares pelo telefone (12) 3662.2611.

terça-feira, 15 de julho de 2014

ANIMAÇÕES BRASILEIRAS CONQUISTAM RECONHECIMENTO NO CENÁRIO MUNDIAL

O Menino e o Mundo, do brasileiro Alê Abreu, levou dois prêmios no 38º Festival do Filme de Animação de Annecy, na França em 2014. O evento é considerado o mais importante do mundo para as produções de animação. O filme ficou com o Prêmio Cristal de longa-metragem e ainda levou o Prêmio do Público.
O longa conta a história de um menino que sai da cidade pequena onde mora para conhecer o mundo e todas as coisas fantásticas que fazem parte dele.
Ano passado, no mesmo Festival, Uma História de Amor e Fúria, do brasileiro Luiz Bolognesi, ficou com o Cristal de longa-metragem (melhor filme pelo júri oficial). E ainda há quem não dê o devido crédito ao nosso cinema de animação. Enquanto isso, vivam os nossos animadores geniais.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

QUARTA EDIÇÃO DO CINEMÚSICA ACONTECE ENTRE 24 E 27 DE JULHO NA SEDE DA AMECAMPOS

4º ENCONTRO CINEMÚSICA DE CAMPOS DO JORDÃO

uma realização do Cineclube Araucária em parceria com a Associação dos Amigos de Campos do Jordão


PROGRAMAÇÃO

24/07 - 19h00

PIANO BLUES, de Clint Eastwood - documentário - 85 minutos, com Clint Eastwood, Ray Charles, Marcia Ball, Doctor John, Fats Domino, Art Tatum, Nat King Cole, Big Joe Turner, Charles Bown, Duke Ellington, Albert Simmons, Pete Johnson, Dave Brubeck, Henry Gray. LIVRE para todas as idades. 















Sinopse – Documentário americano realizado por Clint Eastwood em 2003. É o sétimo e último episódio da série The Blues produzida por Martin Scorsese. Além de excelente ator e diretor, Clint Eastwood também um grande pianista, apaixonado pelo jazz e pelo blues. No filme ele se propõe a retraçar a história do piano no blues através de depoimentos e performances daqueles que construíram a sua história durante o século XX. Emocionantes são os encontros do pianista diretor com Dr. John, Dave Brubeck, Marcia Ball, Fats Domino, Little Richard e, é claro, Ray Charles. Numerosas sequências de arquivo pontuam o filme com grandes nomes do piano como Charles Brown, Otis Spann, Nat King Cole e muitos outros.

Prólogo Musical pelo pianista, cantor e compositor Newton Zago

Newton Zago vem de uma família de músicos. Seu pai, maestro conhecido internacionalmente por ter vencido concurso promovido pela Yamaha, mantém uma Big Band das mais requisitadas para grandes eventos, bailes e apresentações musicais na cidade de Santos. Sua mãe também é musicista formada pelo Instituto Musical Santa Cecília de Santos. Newton começou a estudar música aos 4 anos de idade e queria ser baterista. Logo se interessou pelo piano e aos 6 anos já se apresentava em recitais e concursos, tendo vencido vários deles. Aos 15, começou a cantar profissionalmente e, desde meados da década de 90, trabalha exclusivamente com a música, seja apresentando-se em concertos solos, seja com a Big Band do pai, em praticamente todo o Brasil. No ano passado, Newton Zago participou do 3º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão apresentando o prólogo musical para o filme New Orleans, de Arthur Lubin. Muitos foram os pedidos para que ele voltasse e ele gentilmente aceitou o nosso convite para se apresentar novamente na Montanha Magnífica. 


25/07 - 19h00

A LUZ DO TOM, de Nelson Pereira dos Santos - documentário - 85 minutos, com Tom Jobim, Helena Jobim, Tereza Hermanny, Ana Lontra Jobim, Paulo Jobim, Miúcha Buarque de Holanda – doc. 85 minutos - LIVRE para todas as idades. 


SinopseO documentário A Luz do Tom, de Nelson Pereira dos Santos é um complemento ao A Música Segundo Tom Jobim, também do Nelson, codirigido por Dora Jobim. Nesse, o foco era a música do compositor e maestro brasileiro, morto há dez anos. Gravações famosas e raridades compunham um panorama da carreira de Jobim. Como o próprio Nelson anunciou no lançamento do longa anterior, este segundo documentário segue um estilo mais convencional, com entrevistas. Juntos, os filmes formam um díptico, estabelecendo um diálogo entre a vida e a obra do músico. Baseado na biografia Antonio Carlos Jobim - O homem iluminado, de Helena Jobim, o longa se propõe a fazer um retrato intimista de Tom, por meio do depoimento das três principais mulheres de sua vida: a irmã Helena e as duas ex esposas, Tereza Hermanny e Ana Lontra Jobim.

Prólogo Musical pela cantora e compositora, parceira de Tom Jobim, Alaíde Costa

Alaíde Costa iniciou carreira profissional como crooner do dancing Avenida, no Rio de Janeiro. Em 1959, levada por João Gilberto, entrou em contato com os compositores da bossa nova, quando gravou seu primeiro LP. Participou do programa O Fino da Bossa (TV Record / SP), interpretando Onde Está Você? (Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini), canção que viria a se tornar emblemática em sua carreira. Realizou um recital de canções renascentistas no Teatro Municipal de São Paulo, intitulado Alaíde Alaúde. Em 1965, gravou o LP Alaíde Costa. Em 1972, em dueto com Milton Nascimento, gravou a faixa Me Deixa em Paz (Airton Amorim e Monsueto) para o LP Clube da Esquina. Em 1988, lançou o álbum Amiga de Verdade, com a participação de Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Ivan Lins e Egberto Gismonti. Em 1995, com o pianista João Carlos Assis Brasil, lançou o CD Alaíde Costa & João Carlos Assis Brasil e em 2000, o CD Falando de Amor, gravado em Paris. Em 2003, apresentou-se, com Johnny Alf, no London Jazz Festival. Em 2005, comemorando 50 anos de carreira, lançou o CD Tudo Que o Tempo me Deixou que lhe rendeu o Prêmio Rival Petrobras da Música. Ainda em 2005, participou, ao lado de Elza Soares e Jair Rodrigues, do show Brasil Brasileiro apresentado em Paris e em Toulouse. Em 2007, o mercado brasileiro recebeu o Volume 2 da parceria da cantora com o pianista João Carlos Assis Brasil. Em 2009, Alaíde lançou um novo CD no qual o homenageado é o amigo Milton Nascimento e em 2012, um novo disco dedicado ao também amigo e parceiro Johnny Alf. Em 2013, Alaíde reverenciou o centenário de nascimento de Vinícius de Moraes apresentando-se nos teatros do SESI, em diversas cidades do estado de São Paulo com o show Alaíde Canta Vinícius. Finalmente, em 2014, com o apoio do Proac, lança o álbum Canções de Alaíde, no qual estão registradas apenas composições suas, algumas com parceiros como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Geraldo Vandré, Johnny Alf, Hermínio Bello de Carvalho, João Magalhães, Geraldo Julião, José Márcio Pereira.


26/07 - 19h00

GONZAGA - DE PAI PRA FILHO, de Breno Silveira - ficção - 115 minutos, com Chambinho do Acordeom, Adélio Lima, Alison Santos, Cecília Dassi, Cláudio Jaborandy, Cyria Coentro, Domingos Montagner, Giancarlo di Tomazzio, João Miguel, Júlio Andrade, Land Vieira, Luciano Quirino, Nanda Costa, Olivia Araújo, Silvia Buarque, Zezé Motta - recomendado para maiores de 12 ANOS.

Sinopse: O filme é focado na relação entre o sanfoneiro, compositor e cantor Luiz Gonzaga (1912-1989) e seu filho, também cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991), dois artistas, dois nomes que entraram para a história da musica brasileira. Um do sertão nordestino, o outro carioca do Morro de São Carlos, com visões de mundo diametralmente opostas. Encontros, desencontros e uma trilha sonora que emocionou o Brasil. A história de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha é a história de um amor que venceu o medo e o preconceito e resistiu à distância e ao esquecimento.


Prólogo Musical pela cantora, instrumentista e compositora pernambucana Maria Dapaz


Maria Dapaz é intérprete, compositora e instrumentista invejável, digna de aplausos. E de pé. Sua estrada vem desde muito jovem quando participou do grupo Marajoara, até construir uma trajetória internacional que apenas consagra o seu talento. Lançou, em 1981, seu primeiro disco solo, Pássaro Carente, cuja repercussão permitiu que seu segundo trabalho, Maria da Paz, tivesse arranjos assinados pelo maestro Lincoln Olivetti. Em 2004 lançou o CD Vida de Viajante, dedicado à obra de Luiz Gonzaga, com o qual foi indicada ao Grammy Latino. Ela tem muitos outros álbuns gravados, todos confirmando o seu talento e prestígio. Em 2013, além da reedição de Vida de Viajante, lançou Outro Baião, registro que lhe rendeu vários prêmios como melhor disco regional e como melhor cantora no 25º Prêmio da Música Brasileira.


27/07 - 19h00

KING CREOLE, de Michael Curtiz - ficção 110 minutos, com Elvis Presley, Carolyn Jones, Walter Matthau, Barbara Gayle, Alexander Lockwood, Blanche Thomas, Brian G. Hutton, Candy Candido, Cliff Gleaves, Dean Jagger, Dick Winslow, Dolores Hart – ficção – 115 minutos - recomendado para maiores de 14 ANOS.

Sinopse: Quase para se formar, o trabalhador Danny Fisher se mete em uma briga que lhe custa o diploma. Seu pai ordena que ele continue na escola, mas Danny tem planos para se tornar cantor da noite em New Orleans. Para complicar mais as coisas, ele se envolve com um chefão da máfia local e sua sedutora namorada que tem planos muito perigosos para o futuro de Danny. Em New Orleans, a cidade fácil, a vida é tudo menos isso.


Prólogo Musical pelo cantor e pianista Newton Zago

Newton Zago vem de uma família de músicos. Seu pai, maestro conhecido internacionalmente por ter vencido concurso promovido pela Yamaha, mantém uma Big Band das mais requisitadas para grandes eventos, bailes e apresentações musicais na cidade de Santos. Sua mãe também é musicista formada pelo Instituto Musical Santa Cecília de Santos. Newton começou a estudar música aos 4 anos de idade e queria ser baterista. Logo se interessou pelo piano e aos 6 anos já se apresentava em recitais e concursos, tendo vencido vários deles. Aos 15, começou a cantar profissionalmente e, desde meados da década de 90, trabalha exclusivamente com a música, seja apresentando-se em concertos solos, seja com a Big Band do pai, em praticamente todo o Brasil. No ano passado, Newton Zago participou do 3º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão apresentando o prólogo musical para o filme New Orleans, de Arthur Lubin. Muitos foram os pedidos para que ele voltasse e ele gentilmente aceitou o nosso convite para se apresentar novamente na Montanha Magnífica. 


segunda-feira, 30 de junho de 2014

HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO EM IMAGENS



Uma exposição de cartazes, fotos, livros, revistas, imagens que fazem parte do acervo do Cineclube Araucária, conta a história da cinematografia brasileira, desde as primeiras realizações dos pioneiros no áudio visual no país, até as mais recentes produções que revolucionaram a linguagem do cinema brasileiro nos primeiros anos do terceiro milênio. A mostra que tem curadoria de Cervantes Sobrinho estará aberta à visitação pública na sede da AmeCampos de 2 a 31 de julho, de segunda a sexta de 10 às 18 horas. A AmeCampos fica na Rua Dr. Reid nº 68 Abernéssia.

BREVE HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO
Caso alguém pergunte, num futuro distante, qual terá sido o meio de expressão de maior impacto na era moderna, a resposta será unânime: o cinematógrafo. Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière para fins científicos, o cinema revelou-se peça fundamental do imaginário coletivo do século XX, seja como fonte de entretenimento, seja como meio de divulgação cultural de todos os povos do globo.
Pouco tempo após a sua invenção, o cinematógrafo aportou no Brasil pelas mãos de Affonso Segretto, imigrante italiano que filmou cenas do porto do Rio de Janeiro. Desta forma, em 1898, Segretto se tornou o nosso primeiro cineasta. A partir daí, um imenso mercado de laser e cultura foi montado na capital federal no início do século XX, quando centenas de pequenos filmes foram produzidos e exibidos para plateias urbanas em franco desenvolvimento.
Até o final dos anos 1920, algumas experiências arrojadas documentam a existência de uma cinematografia brasileira, especialmente pela iniciativa de pioneiros como Adalberto Kemeny e Rudolf Lustig que criaram a Rex Lustig, primeiro laboratório importante para a produção de filmes comerciais no Brasil. Dele saiu o clássico “São Paulo, a Symphonia da Metrópole”, baseado no filme “Berlim, Sinfonia de uma Metrópole”, realizado pelo alemão Walter Ruttmann em 1927.
Nos anos 30 iniciou-se a era do cinema falado. Já então, o ainda embrionário cinema nacional concorre com o forte esquema de distribuição norte-americano, disputa que se estende até os nossos dias. Desse período destacam-se Adhemar Gonzaga, Mário Peixoto, Alberto Cavalcante e o mineiro de Cataguazes, Humberto Mauro, autor de “Ganga Bruta” (1933), filme que marca a transição no Brasil, do cinema mudo para o cinema falado e que mostra uma crescente sofisticação da linguagem cinematográfica.
Com equipamentos e técnicas revolucionárias trazidas principalmente dos Estados Unidos, a Cinédia, empresa criada por Adhemar Gonzaga no início da década de 30 e que sobrevive até hoje, mais de 80 anos depois, graças ao emprenho e dedicação de Alice Gonzaga, filha do seu idealizador, introduziu na cena cinematográfica brasileira as comédias musicais com populares cantores do rádio e atores do teatro de revista. Filmes como “Alô, Alô Brasil” (1935) e Alô, Alô Carnaval” (1936) caíram no gosto popular revelando verdadeiros mitos do cinema brasileiro como Carmen Miranda, Dircinha Batista e as Irmãs Pagãs.

A criação dos estúdios Vera Cruz por Franco Zampari e Francisco Matarazzo Sobrinho, no final da década de 40, representou a materialização do desejo de diretores que, influenciados pelo requinte das produções estrangeiras, sobretudo europeias, buscavam fórmulas mais sofisticadas para as produções nacionais. Da Vera Cruz saíram verdadeiras obras primas da história do cinema brasileiro: “Caiçara” (1950) e “Tico-Tico no Fubá” (1952), de Adolfo Celi; “Angela” (1951), de Abílio Pereira de Almeida e Tom Payne; “Apassionata” (1952), de Fernando do Barros; “Sinha Moça” (1953), de Tom Payne; “Floradas na Serra” (1953), de Luciano Salce e “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto que trouxe do Festival de Cannes naquele ano, o prêmio de Melhor Filme de Aventura.
A reação ao cinema da Vera Cruz representou o movimento que divulgou o cinema nacional conhecido em todo o mundo como o Cinema Novo. No início da década de 60, a exemplo do que aconteceu com a Nouvelle Vague na França, um grupo de jovens cineastas começou a realizar uma série de filmes imbuídos de forte temática psicossocial. Entre eles destacou-se Glauber Rocha, cineasta baiano que entrou para a história como verdadeiro símbolo do Cinema Novo. Diretor de filmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1968), Rocha se tornou uma figura lendária no meio cultural brasileiro, redigindo manifestos e artigos na imprensa, rejeitando o cinema popular das chanchadas e defendendo uma arte que promovesse a transformação social e política tão pretendida em tempos de regime militar. Inspirados em Nelson Pereira dos Santos que em 1955, sob influência do movimento neorrealista, dirigira “Rio 40 Graus” e o clássico “Vidas Secas” em 1964, diretores como Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e Ruy Guerra participaram dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, ganhando notoriedade e reconhecimento.
As décadas seguintes revelaram-se a época de ouro do cinema brasileiro. Mesmo após o golpe militar de 1964, os idealizadores do Cinema Novo e uma nova geração de cineastas conhecida como “udigrudi” (termo irônico derivado do “underground” norte-americano) continuaram a produzir obras críticas em relação à realidade que vivia o país, muitas vezes usando metáforas para burlar a censura dos governos militares. Dessa época, destacam-se o próprio Glauber Rocha com “Terra em Transe” (1968), Rogério Sganzerla com “O Bandido da Luz Vermelha” (1968) e Júlio Bressane com “Matou a Família e Foi ao Cinema” (1969).
A fim de organizar o mercado cinematográfico e conquistar a simpatia de intelectuais para o regime, em 1974, o governo Geisel criou a Embrafilme que teria papel importante no cinema brasileiro até a sua extinção em 1990. Desse período datam alguns dos maiores sucessos de público e crítica da produção nacional, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto e “Pixote, A Lei do Mais Fraco” (1980), de Hector Babenco. O fim da ditadura militar e da censura, em 1985, aumentou a liberdade de expressão e indicou novos caminhos para o cinema brasileiro. No entanto, essa perspectiva foi interrompida com o fim da Embrafilme em 1990. O governo Collor e sua política neoliberal de extinção das estatais abriu o mercado de forma descontrolada para as produções estrangeiras, norte-americanas em sua quase totalidade. Com isso, a produção nacional entrou em colapso. Nos anos seguintes, pouquíssimos longas metragens nacionais foram realizados e exibidos.

Após o cataclismo do início dos anos 90, o sistema se reergueu gradativamente com a criação de novos mecanismos de financiamento por meio da chamada renúncia fiscal (leis de incentivo), juntamente com o surgimento de novas instâncias governamentais de apoio ao cinema. Trata-se da fase de retomada do cinema brasileiro. Em muito pouco tempo, três filmes são indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto; “O Que é Isso, Companheiro” (1997), de Bruno Barreto e “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles, também vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. Nomes como Walter Salles e Carla Camurati, diretora de “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995) tornaram-se conhecidos do grande público, atraindo milhões de espectadores para as salas de exibição.
Mais de cem anos após os Irmãos Lumière, o cinema brasileiro reinventa seu papel na história da maior arte do século XX, para levar ao mundo no início deste terceiro milênio a sua contribuição em grande estilo com produções que concorrem em pé de igualdade com as de outros países tão criativos quanto o nosso. Não são poucos os grandes filmes Made in Brasil nestes primeiros tempos do século XXI: “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund; “Estomago” (2007), de Marcos Jorge; “Dzi Croquettes” (2009), de Tatiana Issa e Raphael Alvarez; “Lixo Extraordinário” (2010), de João Jardim, Lucy Walker e Karen Harley; “Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha” (2010), de Helena Ignez e Ícaro Martins; “Heleno” (2011), de José Henrique Fonseca; “Corações Sujos” (2011), de Vicente Amorim; “Xingu” (2012), de Cao Hamburger; “Entre Nós” (2013) de Paulo Morelli e Pedro Morelli; “Olho Nu” (2013), de Joel Pizzini; “Tatuagem” (2013), de Hilton Lacerda...