terça-feira, 28 de julho de 2015

BOAS SURPRESAS NA PROGRAMAÇÃO DO SEGUNDO SEMESTRE


Se você ainda não visitou a exposição Memória do Cinema Paulista em homenagem ao cineasta brasileiro mais reverenciado em todo o mundo, Alberto Cavalcanti, esta é última semana para fazê-lo. A exposição estará aberta ao público na sede da AMECampos (Rua Dr. Reid, 68 - Abernéssia) até sexta feira, dia 31 de julho, das 10 às 18 horas. 
No sábado, dia 01 de agosto, às 19h30, também na AMECampos, mais uma sessão do Cine Garagem com a exibição do filme A Dançarina e o Ladrão, de Fernando Trueba, com Ricardo Darin e a participação da bailarina brasileira Márcia Haydée, com entrada livre. O filme é recomendado para maiores de 14 anos, de acordo com a classificação indicativa fornecida pelo Ministério da Justiça. Além disso, ainda no segundo semestre de 2015, a programação do Cineclube Araucária, realizada com o apoio do ProAC e em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, a AMECampos, a Oficina de Artes Rosina Pagan e a Escola Estadual de Vila Albertina nos reserva excelentes surpresas. Veja a programação completa anexa e faça as suas escolhas.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

LANÇAMENTO DE GENTE SÓ, DE WILL FRANCO E EVENTO BENEFICENTE NESTE SÁBADO


Neste sábado, dia 18 de julho, das 16 às 18 horas, na Livraria Natureza Maluca, instalada no Boulevard Genève - Capivari, acontece o lançamento do livro Gente Só, de Will Franco. O livro é uma coletânea de contos publicada pela Chiado Editora e já lançada no mercado paulistano em fevereiro deste ano. Agora em julho, finalmente ele chega a Campos do Jordão. Para os jordanenses amantes da boa literatura, o evento é uma ótima oportunidade para conhecer de perto a pessoa e a obra de Will Franco e para quem precisava de mais um bom motivo para subir a serra e curtir o friozinho de Campos, aí está, e não poderia ser melhor. O Cineclube Araucária não só recomenda, como estará presente com toda a sua equipe. O telefone da Natureza Maluca é (12) 3663.3678.




E se depois de conhecer um bom trabalho literário você quiser também praticar a sua boa ação da semana, compareça no Restaurante Charpentier do Hotel Frontenac e participe do evento beneficente promovido pela Associação dos Amigos de Campos do Jordão - AMECampos - ARTE E SOLIDARIEDADE NO ENCANTO DA SERRA. O telefone da AMECampos para mais informações é (12) 3662.2611. Essa também é uma recomendação do Cineclube Araucária.














terça-feira, 14 de julho de 2015

5º ENCONTRO CINEMÚSICA DE CAMPOS DO JORDÃO, O MELHOR DE TODOS

As equipes do Cineclube Araucária e da AmeCampos agradecem a todos os que contribuíram para o sucesso da 5ª edição do Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão, realizada entre os dias 9 e 12 de julho na sede da Associação dos Amigos de Campos do Jordão, com o apoio do Programa de Ação Cultural de estado de São Paulo - ProAC. Esta foi, sem dúvida a mais concorrida e a mais bem sucedida de todas as cinco edições levadas a efeito desde julho de 2011. Aos amigos que compareceram aos espetáculos de apresentação das trilhas sendo executadas ao vivo, simultaneamente às projeções; àqueles que colaboraram na divulgação, seja criando o material de promoção, seja transmitindo para os seus círculos de amigos nas redes sociais; aos colaboradores que trabalharam incansavelmente para que chegássemos ao melhor resultado e, muito especialmente; aos artistas Sandra Tonin, Newton Zago, Milena, Joan Barros e Airton Roberto, que se dispuseram a participar dessa empreitada nada fácil, principalmente considerando-se a qualidade da arte mostrada por cada um deles, o nosso mais profundo reconhecimento e interminável aplauso. Esperamos poder contar com todos nas nossas próximas realizações. Fiquem, portanto, com o nosso mais sincero agradecimento e um forte e fraternal abraço.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

ALBERTO CAVALCANTI É HOMENAGEADO NA ABERTURA DA SÉRIE MEMÓRIA DO CINEMA PAULISTA

Abrindo a série Memória do Cinema Paulista, durante o mês de julho, o Cineclube Araucária, em parceria com a Associação do Amigos de Campos do Jordão – AmeCampos, presta homenagem ao cineasta brasileiro Alberto Cavalcanti. Cultuado por cinéfilos do mundo todo pela importância de suas realizações na França, Espanha, Reino Unido, Áustria, Itália, Portugal e Brasil, Cavalcanti foi considerado por Glauber Rocha como o mentor do novo cinema nacional. Esta iniciativa do Cineclube Araucária, realizada com o apoio do Programa de Ação Cultural do Governo do estado de São Paulo – ProAC, inclui uma exposição de cartazes, fotos, ilustrações e painéis com textos explicativos, que começa nesta sexta, dia 3 de julho de 2015, às 19h30, na sede da AmeCampos – Rua Dr. Reid, 68 – Vila Abernéssia, com a exibição do filme Simão, o Caolho, de Alberto Cavalcanti, rodado nos estúdios da Companhia Cinematográfica Maristela localizados no Bairro do Jaçanã em São Paulo, em 1952. A exposição permanecerá aberta ao público, com entrada franca, durante todo o mês de julho, das 10 às 17 horas, de segunda a sexta. O evento faz parte do projeto Cineclube Araucária – O Poder do Cinema em Campos do Jordão.

Alberto de Almeida Cavalcanti nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de fevereiro de 1897. Em 1908, entrou para o Colégio Militar de onde saiu para a Faculdade de Direito da Escola Politécnica. Alí conheceu o dramaturgo Roberto Gomes. Foi quando nasceu o seu amor pelo Teatro, seguido do entusiasmo pelo Cinema. No entanto, um incidente com o professor de Filosofia do Direito, Nerval de Gouveia, fez com que seu pai o mandasse estudar na Europa. Em 1914, Cavalcanti chegou à Suíça e se matriculou na escola Técnica de Friburgo, escolhendo o curso preparatório de Arquitetura. Ainda no mesmo ano foi aprovado no exame de admissão para a Escola de Belas-Artes de Genebra. Diplomado, resolveu ir para Paris onde passou a frequentar as aulas de Deglane na escola de Belas-Artes e depois o curso de estética de Victor Basch na Sorbonne. Em seguida, obteve emprego no escritório do urbanista Alfred Agache que, mais tarde, se ocuparia de projetos de modernização do Rio de Janeiro. Após ter trabalhado dois anos com Agache, transferiu-se para uma firma de decoração, a Compagnie des Arts Français.
Passado algum tempo, tentou ser representante dessa e de outras empresas no Brasil, abrindo um escritório da Rua do Ouvidor. Projetou cenários para o cinema experimental francês na década de 20. Em 1926, Cavalcanti estreou como diretor de cinema em Le Train sans Yeux. Os dois filmes subsequentes, En Rade e Rien que les Heures, incluídos, pela crítica especializada, na lista dos mais importantes filmes do movimento vanguardista francês, firmaram-lhe a reputação. Sucederam-se mais alguns trabalhos e, com o advento do cinema falado, foi contratado pela Paramount.  

Nos anos trinta seus filmes mais conhecidos no Brasil foram a versão portuguesa do filme americano Sarah and Son (1930), que aqui recebeu o título A Canção do Berço e O Tio da América / Le Truc du Brésilien (1932). Em 1934, mudou-se para a Inglaterra onde realizou os melhores filmes de sua carreira na Europa. Entre eles estão: Quarenta e Oito Horas / Went the Day Well (1942), Champagne Charlie para a TV em 1944), Na Solidão da Noite / Dead of Night (1945), The Life and Adventures of Nicholas Nickleby (1943), They Made Me a Fugitive ((1947), The First Gentleman (1947) e For Them That Trespass (1948).

Em 1949, convidado por Assis Chateaubriand e Pietro Maria Bardi para proferir uma série de conferências no Seminário de Cinema do Museu de Arte de São Paulo, Cavalcanti voltou ao Brasil e acabou assumindo o cargo de Produtor Geral da Companhia Cinematográfica Vera Cruz em São Bernardo do Campo. Nela, produziu três importantes filmes: Caiçara (1950), Terra É Sempre Terra (1951) e Ângela (1951), além de três documentários. No entanto, por conta de desentendimentos com Franco Zampari, Cavalcanti se desligou da Vera Cruz em 1951. “Tentei organizar uma estrutura realmente profissional e séria, mas sofri críticas e perseguições de toda sorte, até mesmo com absurda conotação política”, lamentou Cavalcanti para os jornalistas na época. Apesar das incompreensões, a passagem de Alberto Cavalcanti pela empresa de Franco Zampari, muito contribuiu para o desenvolvimento do cinema nacional.

No mesmo ano em que se desligou da Vera Cruz, se ocupou da elaboração do projeto de criação do Instituto Nacional de Cinema.

Convidado por Mario Audrá Junior, proprietário da Cinematográfica Maristela em São Paulo (SP), Alberto Cavalcanti passou a fazer parte do quadro de colaboradores da empresa. Nos estúdios do Jaçanã, em São Paulo, Cavalcanti dirigiu um dos mais emblemáticos trabalhos de sua carreira no Brasil: Simão, o Caolho (1952). Depois vieram O Canto do Mar (1953) e Mulher de Verdade (1954). Em seguida, Cavalcanti foi convidado para trabalhar na TV Record como diretor de teatro, chagando a dirigir a atriz Madalena Nicol na peça Electra de Sófocles.
Em dezembro de 1954, voltou para a Europa a convite de um estúdio austríaco de cinema e só retornou ao Brasil em 1969 como membro do júri do Festival Internacional do Filme no Rio de Janeiro. Em 1970, deu aula no Film Studio Center de Cambridge, Massachussets e recebeu, em 1972, a American Medal for Superior Artistic Achievement. Só retornaria de novo ao Brasil em 1976, quando conseguiu realizar a antologia Um Homem e o CinemaNaquela oportunidade foi agraciado com o troféu Coruja de Ouro-Personalidade. No ano seguinte, o British Film Institute homenageou-o com uma retrospectiva.

No dia 23 de agosto de 1982, aos 85 anos de idade, Alberto Cavalcanti faleceu em uma clínica da Rue de Passy em Paris, após sofrer uma crise cardíaca.

Na sua longa trajetória artística, de 1923 a 1978, o brasileiro Alberto Cavalcanti foi, na verdade, uma personalidade do Cinema Mundial.